Vida pós-rematch e viagem para Seattle

Hoje foi um daqueles dias que só acontecem uma vez no mês, que a doida acorda no corpo de amélia turbo e sai varrendo a casa toda, banhando criança à força, lavando louça, cozinhando feijão, e mesmo depois de ficar off, resolve fazer o jantar dos hosts, sobe e desce ladeira de bicicleta por uma hora e quando volta, ainda hidrata o cabelo, faz as unhas e pensa… bem que eu podia atualizar o blog, né? Deixa eu respirar primeiro… oof. Nunca fiquei tanto tempo sem escrever aqui e não tenho sequer um post planejado, só vou tentar contar um pouco de história, resumindo o que se passou desde quando cheguei na minha nova host family.

Dias difíceis, tenho que dizer. O ambiente aqui é, digamos, consideravelmente mais louco do que na outra casa no que diz respeito a trabalho. É por isso que dizem que não existe família perfeita pra uma au pair: na outra host family, o trabalho era menos puxado, nunca tive problemas com atraso de salários, nunca tive problemas com privacidade (pelo menos após mudar para o basement); No entanto, a host era uma bruaca, o host um banana, eu trouxa, e ninguém dava a mínima para a minha existência naquela casa – nunca escutei um “muito obrigado pela sua ajuda” em todo aquele tempo, era só reclamação! Já na minha atual host family, a situação é basicamente a inversa: trabalho MUITO, salário atrasa, a casa está quase sempre virada dos avessos, e tenho pouquíssima privacidade (o banheiro não é só meu e meu quarto fica muito próximo da sala, ambiente que eles passam 95% do tempo livre deles, ou seja – tenho que me preocupar sobre o que eu vou falar no telefone, com o barulho que as crianças e o cachorro fazem, com o que eu vou comer escondido… rs). PORÉM, eles me dão amor e carinho, tudo o que uma intercambista carente precisa.

Minha host se preocupa comigo como uma mãe mesmo e meu host é um amigão. Eles são descontraídos, não tem neurose com coisa alguma, elogiam meu trabalho o tempo todo, sempre frizando o quanto me amam e o quanto gostariam que eu pudesse ficar para sempre. Cozinham pratos deliciosos e adoram quando eu cozinho também – são apaixonados por feijoada, arroz branco, arroz doce, pão de queijo, ou qualquer comida típica brasileira que eu já tenha me atrevido a preparar. Estão sempre interessados na cultura do Brasil; Me enchem de perguntas sobre o nosso país, assim como também me ensinam muito sobre a cultura americana. Meu host é Australiano e compartilha várias curiosidades sobre o seu país também – foi aqui que eu descobri que a Austrália tem muito mais semelhanças com o Brasil do que eu imaginava. Já tiveram momentos em que ficamos os três na sala, tomando vinho e assando biscoitos australianos com geléia de uva, conversando sobre a vida e dando risada… tão bom! Aqui me sinto realmente parte da família. Eles queriam que eu fizesse a extensão com eles e, como todos sabem, eu ainda estava naquela dúvida se ficava ou voltava pro Brasil. Quando eu os disse que me sentiria limitada ficando aqui por mais de um ano, pois ainda estaria trabalhando como au pair, eles ofereceram uma ajuda financeira maior para os meus estudos e para encontrar uma boa faculdade com um curso na minha área de interesse. E quando eu finalmente tomei a decisão de voltar pro Brasil, contei pra minha host e os olhos dela se encheram de lágrimas. Ela me abraçou, e disse que apesar de ser difícil, ela entendia minha decisão. Meu host ficou evidentemente magoado também, e eu disse que só esperava que isso não mudasse a nossa relação. E não mudou mesmo, pois eles nunca me trataram diferente em momento algum.

Eu amo esta família, de verdade, e sei que muitas vezes temos que suportar os “contras” associados à cada decisão que tomamos na vida. Quando me questiono se fiz a coisa certa ao ter feito este match, sempre chego à conclusão que sim. Acredito que tê-los encontrado serviu para me mostrar uma perspectiva diferente de uma família americana e seu modo criar os filhos, e também de uma forma mais leve e saudável de levar a vida, com mais entusiasmo, menos preocupações; Menos luxo, mais amor. Por outro lado, por conta do stress do ambiente nas horas de trabalho, acabou me trazendo a certeza de que já havia chegado no meu limite de trabalho com crianças e que já era hora de voltar pro Brasil. Coloquei também outras razões na balança: já estou super satisfeita com meu inglês, já conclui os cursos que eu pretendia fazer, já conheci boa parte dos lugares que planejava conhecer. Sinto que a missão intercâmbio já foi cumprida. Agora é hora de viver os dois meses que me faltam aqui (um trabalhando e outro viajando, pois todo intercambista com o visto J1 – estudo e trabalho – tem direito a 30 dias extra nos EUA para viajar após a expiração do mesmo) e fechar esta etapa MARAVILHOSA da minha vida. Pausa para secar as lágrimas… rs

Agora vamos falar das coisas realmente boas da vida de uma au pair… viagens, of course! Logo nas primeiras semanas aqui em Portland, sabendo da curta distância até Seattle, já comecei a planejar uma weekend trip pra lá. Fui de ônibus (3,5h de viagem) na sexta à tarde e voltei domingo à noite. Fiquei hosperada no Hostel Green Tortoise, o qual super recomendo; Foi a minha primeira experiência em hostel e fiquei simplesmente encantada. Não estava esperando uma recepção tão boa, um café da manhã tão completo, tampouco a privacidade que tive mesmo estando no topo de um beliche de um quarto com outras cinco meninas. Tive o meu próprio armário (esqueci o cadeado, mas GANHEI um novinho na recepção – eles custam $5, mas o recepcionista simplesmente resolveu me dar), cada cama tem uma suas próprias tomadas, luminária e uma cortininha ao redor… e até um mini ventilador particular pendurado na parede! Não que fosse necessário naquele momento, pois ainda era inverno e chegou até a NEVAR em Seattle (algo extremamente raro na cidade) mas deve ser super útil no verão, né? Haviam vários banheiros em cada andar, bem espaçosos e limpos. Wi-fi free, que não pegava no meu quarto (apenas no common room, que é uma área com cadeiras, sofás e TV, para a galera conversar e se conhecer), mas isso não foi problema pra mim, pois só ia pro quarto na hora de dormir mesmo. Enfim, adorei tudo no hostel, a qualidade superou as minhas expectativas diante do preço que paguei pelas duas noites – apenas $75. Nota DEZ!

A primeira parada que fiz quando cheguei foi na grande torre de observação que a cidade tem como maior símbolo, Space Needle. Vista panorâmica da cidade num fim de tarde, horário estratégico para fotografar a vista em diferentes perspectivas: luz do dia, por do sol e anoitecer. No dia seguinte, fui conhecer o Kerry Park, onde há a vista perfeita de Seattle e do Mount Rainier, usada como principal cartão postal da cidade. Fiz também um rock tour pela cidade, conheci os bares que Nirvana e Pearl Jam costumavam tocar (incluindo The Moore, onde gravaram o clipe de “Even Flow” do PJ, e o Re-bar, onde ocorreu a festa de release do álbum “Nevermind” do Nirvana). Conheci o Volunteer Park, onde fica a escultura “Black Hole Sun” que serviu de inspiração para Chris Cornell escrever a música de mesmo nome para a sua banda Soundgarden; Como estava relativamente perto do cemitério onde Bruce Lee está enterrado ao lado do filho Brandon, resolvi parar para ver também; Conheci bares e diferentes lugares onde o filme grunge “Singles” foi filmado; Passei pelo bairro onde Jimi Hendrix morou durante sua infância e parte de sua adolescência, a escola onde estudou, seu túmulo e memorial, e por fim a sua estátua em uma das avenidas de Seattle; Fui até à casa onde Kurt Cobain morou com Courtney Love (e onde foi encontrado morto em abril de 1994) e vi de perto o memorial bench que criaram para ele no lado externo, em que encontrei mensagens e flores dos fãs (mesmo após 20 anos); Passei pelo Linda’s Tavern, um pub no bairro de Capitol Hill, onde Kurt foi visto pela última vez antes do seu suicídio. Mais tarde, parei no EMP Museum para checar as exposições dos objetos pessoais do músico e do restante da banda e aprender um pouco mais sobre a história deles. Nas horas seguintes, caminhei pelo famoso Pike Place Market, parei na primeira Starbucks fundada no mundo (fila enorme, dispensei o café), conheci Gum Wall, outra grande marca de Seattle: uma parece cheia de chilete (disgusting, eu sei, mas interessante) e fechei a noite no Hard Rock Café (só para ver as exposições de guitarras do PJ, Foo Fighters e Alice in Chains mesmo, depois fui jantar no Subway da esquina por 7 doletas. @aupoor HAHA).

 

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Space Needle – Tarde

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Space Needle – Por do sol

 

 

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Space Needle – Anoitecer

 

 

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Vista de baixo

 

 

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Gum Wall – Parede de chiclete

 

 

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Gum Selfie 😛

 

 

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Kerry Park

 

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Guitarra, mala e camisetas do Kurt

 

 

 

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Suéteres, guitarra e disco do Kurt

 

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EMP Museum

 

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Kurt’s Memorial Bench

 

 

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Kurt’s Memorial Bench

 

 

 

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Kurt’s House

 

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Black Hole Sun – Space Needle no meio

 

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Bruce e Brandon Lee

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Túmulo Jimi Hendrix

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Memorial Jimi Hendrix

 

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Jimi Hendrix’s Statue

 

 

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Bar muito frequentado por Kurt e Andy Wood

 

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Primeira Starbucks do mundo

 

Dia seguinte, Seattle já coberta em neve, transporte público funcionando à velocidade de tartatuga, ainda me aventurei à cruzar a cidade para ver o troll de Fremont. Não consegui fazer muito mais que isso porque não teria tempo suficiente até o horário de pegar o ônibus de volta pra Portland. Mas fiz 99% das coisas que eu queria, só ficou faltando o Discovery Park, onde foi filmado o clipe de Hunger Strike, que além de ser muito distante de onde eu estava (não daria tempo), o parque fica na praia, o que significa que o frio é 150% mais congelante lá. Ficou pra próxima, então!

Essa foi a melhor trip que já fiz nos EUA até agora, sem sombra de dúvidas. Mesmo depois de ter conhecido a California não mudei de ideia. Seattle conseguiu roubar o lugar de New York City no meu coração. Quando lembro de cada detalhe da cidade, cada momento que vivi… sentimento inexplicável. Não consegui ficar chateada nem quando começou a nevar na noite de sábado! Coloquei minhas botas de neve (e quase levei dois capotes mesmo assim, só para variar), minha ultra warm jacket e saí pra “passesquiar”. Bem desconfortável, mas OK, a neve torna qualquer paisagem linda e isso é indiscutível. Por algum motivo me senti segura e feliz naquela noite, não queria voltar pra Portland nunca mais.

 

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Saturday night – Começando a nevar…

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Fremont Neighborhood

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Fremont Troll

 Pra não deixar o post longo, resolvi falar sobre a viagem pra California no próximo post, que já comecei a escrever, mas não pretendo terminar hoje porque a coragem não tá pra tanto agora… rs

Beijos e até breve!

“The Dream of the 90’s is Alive in Portland…” ♫

Posso dizer que do último post pra cá, minha vida simplesmente virou do avesso e ninguém deve ter entendido bulhufas do que aconteceu comigo! Eu estava até que contente com minha (ex) host family naquele momento, ainda atormentada pela indecisão sobre extensão do programa (isso não mudou ainda) e sobre o que fazer da minha vida. Pois é, na semana seguinte voltei a ter alguns problemas com meus hosts, e simplesmente explodi, desisti, joguei pro alto, chutei o pau da barraca, broke bad, sei lá o que mais serve pra definir o que aconteceu comigo. Eu estava de saco completamente cheio de determinados comportamentos e regras. Decidi pensar mais em mim, tomei coragem, chamei o host pra conversar e disse que queria sair da casa deles o quanto antes (ainda me ofereci para ficar até acharem alguém para me “cobrir”). Dei uma chorada básica na hora de me despedir dos meus mostrinhos amados, aqueles que me deram força para ficar naquela família por nove meses, e outra chorada básica na hora de fazer as malas, claro, me questionando porque me deixei levar pelo consumismo (agora vocês podem rir dos meus posts anteriores esbanjando deslumbramento com os preços baixos dos EUA). OK, não pretendo e nem tenho espaço para explicar todos os motivos pelos quais decidi pedir rematch/troca de família, mas posso dizer que, de qualquer forma, tudo que foi vivido durante os nove meses em Connecticut está guardado em mim, entre altos e baixos, na bagagem que levarei pra minha vida com esse intercâmbio. Tudo foi experiência, aprendizado, amadurecimento e, claro, muitos momentos felizes também. Mais uma vez, arrependimento é algo que não existe mais na minha vida. Tudo valeu a pena. Now it’s time to carry on! 🙂

O meu processo de rematch durou apenas uma semana. Conversei com 11 famílias no total, de várias partes dos EUA, entre New York, North Carolina, Pennsylvania, New Jersey e Oregon. Por mais que tenha parecido loucura para muita gente, resolvi fechar com a de Oregon, do outro lado do país, porque bateu o famoso feeling pré-match de toda au pair. Achei os pais muito legais, a schedule sensacional (das 7h às 16h), com carro só pra mim e, principalmente, por não trabalhar aos fins de semana (muitas weekend trips planejadas já). Claro que eu também tinha uma puta vontade de saber como era morar na costa oeste dos EUA, entre a Califórnia e do estado de Washington, numa cidade tão excêntrica e “cheia de personalidade” como Portland, a capital de estado de Oregon. E é exatamente dela que vou falar no post de hoje!

Aqui estão as nove principais curiosidades sobre Portland que aprendi nestas duas semanas e que separei em tópicos para organizar o post e facilitar a leitura:

1. Portland “Verde”

Descobri que Portland lidera o ranking de cidade mais ecológica dos Estados Unidos, uma vez que metade do consumo de energia é gerada por usinas geotérmicas e hidrelétricas, que são fontes renováveis. O centro de Portland é interligado por um bonde GRATUITO que esquadrinha a cidade sobre trilhos. Grande parte dos trabalhadores se desloca de bicicleta (a cidade chega a ganhar prêmios de associações de ciclistas devido ao grande número de adeptos à bike) ou transporte público, independente da chuvinha fina e frequente, característica da cidade. É por isso que Portland é uma das poucas cidades norte-americanas que conseguiram reduzir suas emissões de carbono.

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Ciclo via em uma das ruas centrais de Portland, evidência da importância dos ciclistas na cidade

2. Campanha “Mantenha Portland esquisita” (Keep Portland Weird)

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É essa a mensagem de um slogan frequentemente visto nos muros ou colado nos para-choques dos carros aqui na cidade. Como já disse um dos personagens da série Portlandia, que comecei a assistir no Netflix ontem (e estou adorando), Portland é o lugar “onde os jovens vão para se aposentar”. .Morar nessa cidade é como se transportar para a vida nos EUA dos anos 90. Um lugar completamente retrô, com política de conservação de edifícios históricos e proibição da instalação de megalojas (como Walmart) no perímetro urbano. Entre uma caminhada e outra, ainda encontramos teatros do tempo do cinema mudo. Ah, falando em cinema, foi a esquisitice de Portland que atriu e tem atraído grandes cineastas. Descobri nesta semana que a cidade serviu de cenário para os clássicos O Iluminado (Stanley Kubrick), e Um Estranho no Ninho (Milos Forman), dois dos meus filmes favoritos, ambos estrelados por Jack Nicholson. Também descobri que até o produtor de Simpsons nasceu neste lugar e foi nele que se inspirou para criar a cidade do desenho, escolhendo o nome de Springfield por esta ser uma cidade bem próxima de Portland.

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Hollywood Theater

E é justamente a esquisitice de Portland que encanta tanto as pessoas. Dá para imaginar o choque cultural de sair do limpo e certinho estado de Connecticut e vir parar aqui, né? Ainda estou tentando assimilar as diferenças, fazendo o possível para abrir a minha mente e enxergar toda a excentricidade pela qual a cidade é conhecida. Entre alguns fatos bizarros que marcam o dia a dia da cidade e viram piada na série de TV, estão os anúncios sobre um frango desaparecido com oferta de resgate que já foram uma vez distribuídos, ou o homem no meio da rua com a máscara do Darth Vader pedalando um uniciclo e tocando gaita, entre outras coisas…

3. Diversidade de cervejarias e culinária

Também já aprendi que Portland é muito conhecida pela grande quantidade de cervejarias e alambiques espalhados pela cidade, maioria artesanal, com grande quantidade de rótulos. Meus hosts são chegados numa cervejinha e manjam muito disso, então já tive aulas e mais aulas sobre o assunto. Diversos festivais ou eventos dedicado a cerveja ocorrem durante o ano, entre eles o Oregon Brewers, onde cerca de 80 cervejarias artesanais do mundo se reúnem oferecendo degustações pagas. Uma das cervejarias locais de Portland, Hopworks Urban Brewery, teve o seu chope eleito como o melhor do mundo (e foi a mesma cervejaria que criou a bicicleta que consegue transportar 2 barris de chopp, e ainda conta com uma bolsa térmica para carregar uma pizza tamanho família). Eu, que agora sou uma apreciadora-com-muita-moderação da cevada, achei muito interessante conhecer um pouco mais do assunto e descobrir que a cidade dispõe de grande playground “bebedrômico” para nós. O quesito gastronômico também não fica atrás quanto à diversidade, viu? No centro da cidade, encontramos vários Food Carts, carrinhos de comida, tipo trailer, das mais variadas nacionalidades. Eles são super tradicionais e aparentemente atraem muitos clientes. Já encontrei culinária do Vietnã, Grécia, Bósnia, Tailândia, Alemanha, Turquia… e muitos restaurantes japoneses e mexicanos.

4. Cidade dos livros

Se você é apaixonado por livros como eu, com certeza se perderia na Powell’s, considerada a maior livraria independente do mundo – só em Portland, há seis filiais. Eu fui na loja do centro, que é chamada “Cidade dos Livros”, por conta dos seus seis mil metros quadrados e mais de um milhão de livros novos e usados, organizados em 122 seções. Um verdadeiro labirinto que ocupa todo um quarteirão! Tive que pensar nos 11 livros que insisti em trazer comigo de CT e que pesaram bastante nas malas para me controlar e não comprar mais. Deslumbrante!

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Entrada da Powells no centro de Portland

5. Zona Franca, Taxa ZERO!

Já havia me acostumado a comprar tudo por um precinho um pouco mais salgado do que o da etiqueta quando morava em New England, por conta das famosas taxas. Quando cheguei aqui em Portland, descobrir que as taxas simplesmente NÃO EXISTEM! Ah, seu eu soubesse disso, não teria dado 500 preciosas doletinhas para trazer minhas tranqueiras… comprava tudo novo por aqui mesmo! Já vi calças jeans por $6 na ROSS. Ó dó de mim! Agora já era né, Dedéia está no projeto controla espaço e dinheirinho. Nada de compras em 2014!

6. Comportamento ultraliberal

Os moradores de Portland votam nos democratas, elegeram um prefeito assumidamente gay e mantêm clínicas de distribuição de Cannabis sativa com fins medicinais.

7. Paixão por artesanato

Aos fins de semana, músicos e artistas de rua animam os visitantes que circulam no maior mercado a céu aberto de trabalhos manuais dos Estados Unidos, conhecido como “Saturday Market”. Há de tudo um pouco: pinturas, esculturas, roupas e bijuterias, tipo a feirinha da República de São Paulo.

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8. Mt Hood

O maior símbolo de Portland é, sem dúvidas, o vulcão adormecido Mt Hood, ponto mais elevado do estado de Oregon, e onde encontramos uma das mais bem equipadas estações de esqui do noroeste do país, que tive a oportunidade de conhecer fim de semana passado. O caminho que percorremos até alcançar a estação de esqui é simplesmente FABULOSO. Tenho certeza que, até o momento, foi o lugar mais lindo que já visitei na minha vida. Programa de inverno imperdível para os moradores de Portland, pois fica a apenas 75km da cidade (levamos cerca de 1,5h dirigindo, apenas).

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No caminho pro Mt Hood Skibowl… Vista inacreditável!

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Um “close” do Mt Hood!

9.  Cidade das rosas (e pontes!)

Portland é conhecida como cidade das rosas desde em 1905, quando foram plantadas roseiras ao longo de trezentos quilômetros de ruas da cidade, tudo. por conta do clima e terreno privilegiados para a produção de flores (clima que Portland compartilha com a maioria das Ilhas Britânicas, grande parte da França, o norte da Itália e algumas áreas do Japão). O International Rose Test Garden, no Washington Park, é o mais antigo jardim do gênero (fundado em 1917), destinado a testar novas espécies de rosas, tem mais de sete mil roseiras que representam cerca de 550 variedades. Estou à espera da primavera para fazer a minha visita!

A cidade também é famosa por ter cerca de 11 grandes pontes que cruzam o Willamette River, como a linda St John’s Bridge da imagem abaixo.

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Sj John’s Bridge – Foto retirada da internet para ilustrar

Por hoje é só, gente! Post resumido e focado no meu aprendizado sobre a história da cidade. Estou bem sem coragem de falar da minha vida, o que não sei exatamente se é algo bom ou ruim. Como já disse, sigo na indecisão voltar pro BR ou ficar mais um tempo nos EUA… e meu prazo tá ficando cada vez mais aperto. Já entendi que o melhor remédio pra indecisão é um mix entre CORAGEM e RISCO, porque ficar medindo as consequências da escolha só dá um nó na cabeça, não é verdade? Enfim, decisões-mistérios do próximo capítulo… mal posso esperar pra descobrir no que vai dar rs

Beijos!

Natal, Aniversário e Ano Novo nos EUA

Por alguma razão, o natal 2013 passou e eu nem senti. Apesar de ser mais um feriado entre os mais importantes para os americanos e, por mais que digam que o natal nos EUA seja uma grande magia, confesso que não senti nem 1/3 disso. Talvez minhas expectativas estivessem muito altas, ou talvez eu não estivesse muito no clima, por ter me desentendido um pouco com a minha host family. Ou quem sabe tenha sido mesmo a questão de estar longe da minha família, não sei o que deu em mim! Não vou dizer que foi ruim, foi até bem legal e diferente, só não tocou meu coração como alguns outros feriados daqui (como o 4th of July, por exemplo).  Mas agora eu entendo por que o natal daqui é considerado um dos mais iluminados do mundo! Incrível! Não apenas as praças, ruas e locais públicos são decorados com muitas luzes, sinos, laços e enfeites de vários tipos e cores; As casas e os jardins particulares também preparam um show de iluminação com gigantes árvores de natal, papais noéis em seus trenós, enfim, uma coisa mais linda que a outra! Parece até que existe uma certa competição entre os vizinhos para ver quem arrasa mais no negócio.

Em meados de dezembro, pude também conhecer Nova Iorque na época do Natal. Fui encontrar minha irmã lá e turistamos durante o dia inteiro, então deu para ver boa parte da decoração da cidade. Tiramos muitas fotos e lembramos das cenas do filme “Esqueceram de Mim II – Perdido em Nova Iorque”! rs DEMAIS! Como eu AMO essa cidade!

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Natal em Nova Iorque

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Natal em Nova Iorque

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Natal em Nova Iorque – Rockfeller Center Christmas Tree

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Natal em Nova Iorque

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Natal em Nova Iorque

Algumas regiões de Connecticut, como a cidade onde moro, são menos iluminadas que as outras devido à grande população de famílias judaicas, que não comemoram o natal. Já na região de Guilford e Madison, onde o Tomy mora, há uma maior quantidade de famílias católicas, o que indica não só uma maior decoração natalina, mas também muita gente seguindo a tradição cristã de colocar uma vela acesa em cada janela da casa, o que é lindo de se ver. Além da decoração externa, há também o interior repleto de adornos verde e vermelho, com algumas curiosidades que não estão presentes na cultura brasileira – ou se estão presentes, pelo menos não são muito comentadas. A árvore de natal, por exemplo, é nada menos que um pinheiro de verdade, escolhido e cortado pelas próprias famílias, em uma das “fazendas de árvores de natal” distribuídas pelas cidades nesta época do ano; Meias de natal são penduradas na lareira com o nome da cada membro da família, para que o papai noel possa enchê-las de presentinhos e coisas boas; Os pais lêem o livro do “Elf on the Shelf”, ou “Elfo na Prateleira” para as crianças e batizam o Elfo (que geralmente é vendido junto com o livro) com um nome especial. Uma vez apresentado às crianças, o Elfo vira parte da família e aparece todo ano na época do natal, sendo por eles considerado um ajudante especial do papai noel, encarregado de observar o comportamento das crianças durante o dia e reportar todos os detalhes do que viu para o papai noel à noite, quando voa de volta ao Pólo Norte. Todas as manhãs o Elf aparece num lugar diferente, seja pendurado no teto, na maçaneta, na geladeira, na TV, etc, obviamente manipulado por nós adultos. rs Achei super interessante e divertido!

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Elf on the Shelf daqui de casa em mais um lugar inusitado

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Natal em Connecticut

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Natal em Connecticut

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Natal em Connecticut

Uma outra diferença é que a comemoração aqui é feita somente no dia 25, sendo o dia 24 um dia comum. Enquanto todo mundo enchia a caneco no Brasil, eu convenci o Tommy a irmos a um restaurante japonês (ÚNICOS restaurantes abertos na véspera! Foi a primeira vez que vi este país parar de verdade – comércio todo fechado) e a alugarmos um filme para ver em casa, só para não passar em branco. Ainda na noite do dia 24, com ajuda das crianças, os pais deixaram uma caneca com leite e alguns biscoitinhos em um prato para que o papai noel comesse quando viesse deixar os presentes! Já perceberam que eles levam tudo isso muito a sério, né? Achei super legal, farei tudo isso com os meus filhos!

As crianças abrem as toneladas de presentes que estavam sob a árvore na manhã do dia 25 e, geralmente na parte da tarde/noite, as famílias se reunem para a Ceia Natalina. Na minha casa, fizemos apenas um jantar entre nós (meus host parents e as crianças), sendo o meu namorado o nosso único convidado especial. rs Todos amaram a receita típica brasileira que resolvi preparar para a nossa sobremesa: brigadeiro! Ganhei 200 doletas de presente de natal dos meus hosts e também um porta retrato (será que eles viram que eu colei a foto com Mommy e Daddy na parede do lado da minha cama? rs)  PRESENTÃO, fiquei super feliz! 😉

Bom, passando o natal, sempre vem a data mais importante do universo, o meu aniversário, claro! Hihi Este ano completei meus 22 aninhos trabalhando quase o dia inteiro, mas com uma comemoração AWESOME no fim do dia! Primeiro minha host family me aparece com um bolo lindo, cantando Happy Birthday To You (vontade incontrolável de bater palmas, ahhhhh) e com dois presentes que eu adorei: um livro sobre fotografia com várias técnicas e dicas importantes e um acessório para pendurar na minha câmera. Depois disso, o Tommy foi me pegar para dormir na casa dele, pois eu estaria de férias pelos seis dias seguintes. Quando abro a porta, fui surpreendida com balões e enfeites pela casa inteira e um segundo bolo de aniversário, com mais “Happy Biiiiiirhtday to Yoooou…”.  E eu toda preocupada pensando que meu aniversário seria um desastre por estar longe de casa. Foi tudo uma delícia! E como o sr. Tomas adora me fazer uma surpresa atrás da outra, não parou por aí! Havíamos planejado um jantar à dois para o sábado 28, ainda como uma comemoração complementar do meu aniversário. Tentei chamar alguns amigos, mas não obtive resposta de nenhum deles, então imaginei que todos estivessem trabalhando ou viajando, e acabei aceitando a ideia de um jantar a dois. Chegando no bar-pizzaria (que a propósito é um dos mais conhecidos dos Estados Unidos por causa da famosa pizza de purê de batata), fui novamente surpreendida, desta vez por todos os meus amigos me esperando em uma mesa enorrrme! E eu não desconfiei de ABSOLUTAMENTE nada, ou seja: expectativas 100% superadas quanto ao meu aniversário, do início ao fim das comemorações! Foi uma noite  MUITO divertida. Sem dúvidas, este foi o aniversário mais especial da minha vida 🙂

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Primeira surpresa!

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Segunda surpresa!

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Terceira Surpresa!

E para concluir o ano de 2013, já que acabei não viajando nas minhas férias (por causa dos preços altos das passagens aéreas e hotéis e, principalmente, por causa do frio), teimosa que sou, decidi passar o reveillón na Times Square, mesmo com todas as críticas à superlotação e ao frio… A ideia de passar o meu primeiro reveillón dos EUA em casa, no meu (possivel) unico ano de intercâmbio, estava me deixando nervosa! O Tommy não queria ir porque a família dele preparou uma festa para a virada, então resolvi ir sozinha mesmo e acabei encontrando umas amigas lá. E foi super divertido, sim! Claro que todos tinham razão: na TV tudo parece maravilhoso e na realidade é tipo uma Virada Cultural de SP, só que sem os arrastões. rs Mas ainda assim, valeu muito a pena pela experiência. Não me arrependo nem mesmo um pouquinho!

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New Year’s Eve – No Quinns da 44th St. Obrigada pela companhia, meninas! ❤

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New Year’s Eve  – Após a queda da bola, à meia noite

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New Year’s Eve – HAPPY 2014!

Comecei o ano já muito aflita, sabendo que faltam quatro meses para o meu primeiro ano de au pair acabar! Já recebi e-mail da diretora de área da minha agência, perguntando sobre a extensão do programa ou sobre a solicitação do meu voo de volta para o BR. Ainda NÃO decidi o que fazer, dá pra acreditar? Minha cabeça dói só de pensar nisso. Quero muito voltar para o Brasil (até porque, aqui entre nós, estou de SACO CHEIO de criança), para o meu cantinho, para a minha família. Quero muito começar a construir a minha carreira, encontrar um emprego legal na minha área de formação, ganhar dinheiro, viajar muito pelo meu país. Mas o medo da readaptação é enorme! Eu também amo os Estados Unidos, amo a beleza de cada pedacinho desse país; amo o baixo custo de vida (leia-se “poder comprar quase tudo o que eu quero até com salário de au pair”), amo a organização, o idioma, a segurança, as mil oportunidades de trabalho na minha área, e principalmente, amo muita gente que mora aqui! Assim como eu amo o Brasil e muita gente que mora lá… Mas ficar aqui como au pair não rola. E se for não for como au pair, existe toda a questão burocrática do visto (solicitação para mudar meu status pra estudante e poder permanecer por mais tempo), validação do meu diploma, busca de um lugar pra morar, busca de um emprego bom, concorrendo com muitos nativos. Não é fácil. Já tentei colocar tudo isso na balança e mesmo assim ainda não sei para que lado seguir. Tô esperando por um milagre! E estou TOTALMENTE aberta para conselhos e ajuda de qualquer tipo, obrigada! 😛

Chega de escrever por hoje, né? Estava com saudade desse blog! Quero voltar a atualizá-lo com mais frequência. Acho digno escrever um post exclusivo sobre o inverno e sobre a danada da neve – algo que eu aprendi a odiar, apesar da sua “lindeza”. Espero que esse espírito escritor baixe em mim com mais frequência nos próximos dias para que eu possa explicar as curiosidades sobre o inverno nos EUA com muitos detalhes.

Beijos e até breve!

Thanksgiving, Black Friday e Weekend Trip

Eu sei que prometi fazer um segundo post sobre o Halloween, para comentar sobre as festas e sobre o trick or treating, mas muitos de vocês sabem bem como é fim de semestre! Procurei tempo e coragem, eu juro, mas não deu! Não vou escrever sobre isso agora, pois já é tarde demais para retroceder… é quase NATAL, minha gente! Inacreditável como o danado desse tempo voa mesmo. So let’s move on!

Um dia após o Halloween, os americanos já começam a se preparar para o Thanksgiving (Dia de Ação de Graças), um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos, observado como um dia de gratidão pelos bons acontecimentos do ano e comemorado na última quinta-feira de novembro. A maior tradição deste feriado é a celebração em FAMÍLIA, com MUITA fartura gastronômica, em que o Peru é o astro principal (por isso também é conhecido como Turkey Day – Dia do Peru), acompanhado de milho, ervilha, purê de batata, batata-doce, tortas de abóbora, maçã, cranberry, blueberry… entre muitas outras delícias. Achei bastante semelhante a forma como nós brasileiros celebramos o natal no nosso país. Após a refeição típica, grande parte dos americanos assiste a um jogo de futebol americano, costume que teve início entre as décadas de 20 e 30, quando o esporte começou a ganhar popularidade aqui nos EUA.

Todo o ano, na véspero do feriado, o atual presidente dos EUA ganha um peru para servir a refeição celebrativa da Casa Branca, tradição que foi iniciada há 66 anos e que continua até hoje. Apenas a partir do governo de George Bush pai, em 1989, é que os presidentes resolveram adotar a tradição de “conceder o perdão” ao coitado do peru, deixando-o escapar do destino de outros 46 milhões de perus servidos na data. Neste ano, cumprindo a ritual, Obama perdoou simbolicamente dois perus, Caramelo e Pipoca (um oficial e outro reserva, para casos de fuga do oficial, como aconteceu em 2011 rs), e os enviou para a Disneyland, na Califórnia, onde foram destaques nos desfiles, e onde agora vivem em liberdade.

11.27.13 Turkey Pardon

Presidente Obama concedendo o indulto ao peru oficial

Ah! Falando em desfiles… assim como quase todos os feriados dos EUA, o Thanksgiving também é muito conhecido por suas grandes paradas. A mais popular é a da Macy’s, lançada no ano de 1924 em Nova Iorque, onde colocam em circulação IMENSOS balões de ar quente pela cidade, com as imagens de centenas de personagens do mundo infantil (como Mickey, Shrek, Bob Esponja, Hello Kitty, Pikachu, Snoopy, etc). Simplesmente deslumbrante! No final da parada, acontece a chegada do Papai Noel, que marca do início da temporada de Natal.

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Balão do Tio Sam – Macy’s Thanksgiving Day Parade 2013

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Balão Bob Esponja – Macy’s Thanksgiving Day Parade 2013

As escolas das crianças também já começam a decorar os corredores e salas com os perus, penas coloridas e gobble gobble pra todo lado! E também pedem para as crianças levarem objetos ou fotos de pessoas e/ou coisas pelas quais elas são agradecidas. Meu menino mais velho disse que era agradecido por ter uma família (aw *.*) e levou uma foto. O mais novo, bem honesto, disse que era agradecido pelos brinquedos que tem. HAHA

Minha família americana viajou para a casa do lago em New Hampshire para encontrar todos os outros parentes, e me liberou os quatro dias (de quinta-feira à domingo) para fazer o que eu quiser. Fiquei muito feliz! Depois de tantos fins de semana estudando, pude finalmente voltar a fazer uma weekend trip… e prolongada, com direito a dois destinos!

O meu feriadão começou com a aquisição de um dos meus maiores sonhos de consumo, uma câmera profissional da Nikon. Embora a Black Friday teoricamente comece na madrugada da sexta-feira, muitas lojas já lançam os descontos com semanas de antecedência e já começam as vendas logo na quinta-feira. Antes mesmo do jantar de Thanksgiving, eu e o Tomy ligamos para o Walmart e fomos informados que a venda dos eletrônicos se iniciaria às seis da tarde. Chegamos lá pontualmente, entramos na fila, esperamos por alguns minutos – muito aflitos, pois vimos que haviam apenas mais duas caixas da câmera que eu queria – e quando finalmente chegou a nossa vez, a atendente disse “você tem sorte, está levando a última”. Pensa numa menina FELIZ! Agora pense num menino mais feliz ainda por ver a menina feliz! HAHA O Tomy não queria nem colocar a caixa num carrinho de mercado, fez questão de carregá-la nos braços até o momento de pagarmos, com medo que algum louco passasse por nós e “roubasse” a câmera. Achei bastante improvável, mas todo cuidado é pouco, né? Afinal, parte das notícias dos jornais do fim de semana foi sobre as brigas nos mercados e lojas, provocadas por sérias disputas pelos produtos em promoção. Nos últimos anos, já houverem inúmeros casos de discussões, agressões e até troca de tiros, deixando feridos e mortos. Um ABSURDO! As portas das lojas se abrem e você se vê em São Paulo, no trem da CPTM em horário de pico: as pessoas saem correndo para lutar pelos itens, assim como a galera sai no tapa por um lugar pra sentar. Chega a ser cômico (quando não ocorrem tragédias como as que comentei, claro).

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Black Friday aqui nos EUA, não tão pacífica quanto parece (Google imagens)

Após comprar minha Nikon D5100 por $499, que veio com lentes 18-35mm e 55-200mm , fomos para o jantar delícia na casa de uma família de amigos do Tomy. Ficamos até meia-noite, e depois vazamos para fazer compras nas outlets. Comprei mais algumas roupinhas, mas procurei me controlar para não ficar totalmente pobre.

No dia seguinte, eu e Tomy partimos para Atlantic City, que entrou pra lista de destinos que superaram as minhas expectativas! Nunca tive muita vontade de conhecer a cidade, e meus host parents comentavam que não gostavam muito de lá (diziam o mesmo sobre Miami, então resolvi relevar). Resolvemos ir só para não ficarmos de bobeira e para não perdermos a nossa folga, mas acabou valendo muito a pena! Conhecemos os cassinos mais populares, entre eles o Trump Taj Mahal, que tem uma arquitetuta maravilhosa, obviamente inspirada no mausoléu indiano. Dentro do cassino (quem também é hotel), há o bar Ego, onde assistimos o show das Almost Angels, um grupo de mulheres (e mais dois caras) que cantam e dançam as paradas de sucesso do momento aqui nos EUA. Elas fazem um trabalho extremamente profissional, o show é inacreditável!

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Parte externa – Trump Taj Mahal

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Grupo “Amost Angels ” performing – Ego Bar, Trump Taj Mahal

Conhecemos também…

…O memorial da primeira guerra mundial, construído em 1922;

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World War I Memorial

…O maior elefante do mundo, Lucy The Elephant, obra arquitetônica localizada em Margate – NJ (cidade próxima à Atlantic City) e construída no ano de 1881. O elefante tem 19,7 metros de altura, 18,3 metros de comprimento e 5,5 metros de largura, pesa 90 toneladas e é feito de quase um milhão de pedaços de madeira. Já serviu de escritório, restaurante, e taverna, e hoje é uma das grandes atrações turísticas dos EUA, como um bom exemplo da arquitetura excêntrica da era vitoriana;

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…. Broadwalk Hall, também conhecido como o histórico centro de convenções de Atlantic City, onde encontramos o maior órgão do mundo, construído em 1929, com mais sete manuais, duas pedaleiras e mais de 30 mil tubos…

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E outras paisagens adoráveis, apesar do dia nublado e frio…

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Boardwalk Hall

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Boardwalk Hall

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Boardwalk Hall

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E mais cassinos!

…Storybook Land, um parque de diversões especialmente para crianças, com decoração e iluminação incríveis. A noite estava MUITO, mas MUITO fria, e isso prejudicou o nosso passeio, porque o frio já estava causando dor de cabeça e bastante desconforto. Mas aguentamos firme na fila para ver o papai noel (éramos o único casal sem crianças rs), alimentamos os animais, tiramos algumas fotos e depois voltamos para o nosso hotel quentiiiiiinho.

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Storybook Land

E pra fechar a viagem, dirigimos até Philadelphia, que fica a cerca de uma hora de Atlantic City! Realizei o sonho de conhecer os degraus de Rocky, no Museu de Arte de Philadelphia, e acabei ficando mais apaixonada pela cidade.

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Nikon 598

Agora a preparação é pro NATAL, a melhor parte do ano! Cidades decoradas, músicas natalinas tocando em todo lugar, e alguns costumes ainda um pouquinho diferentes do que vemos no Brasil. Vou tentar contar tudo no próximo post 🙂

Beeeeeijos!

Social Security Number, Gillete Castle e Grass Island Cruise

Hello people! Tô de volta. E só o pó da rabiola!
Minha semana começou bem busy, mas tem sido produtiva… Trabalhei tanto até agora que nem vi o tempo passar. Por esse lado é bom, mas estou MEGA cansada! Segunda-feira, nas minhas duas únicas e sagradas horinhas de descanso, dirigi até New Britain para preencher o application de solicitação do meu Social Security Card. As pessoas geralmente fazem isso após duas semanas de residência nos EUA… eu fiz após dois meses! Tão preocupada essa menina!!! Mas isso só aconteceu porque eu fiquei cerca de um mês sem poder usufruir do meu carro, por ter esquecido a CNH no Brasil. Enfim, agora já tá tudo certo e foi muito mais simples do que eu imaginava. Só precisei mostrar meu passaporte e formulário de intercâmbio, e depois preencher um outro formulário com meus dados. O cartão chegará aqui em casa entre 10 e 14 dias. Tô precisando urgente disso para dar entrada na minha carteira de habilitação de Connecticut (é, por mais que eu não precise dela segundo as leis de trânsito do estado, meus hosts pediram para que eu a providencie de qualquer forma, pois fica mais barato para me incluir no seguro do carro) e também para efetuar minha matrícula oficial na universidade.

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4th of july week

Bom feriado, Brasil! Aqui nos EUA já é dia de labuta, pois nosso feriado prolongado aconteceu de quinta a domingo da semana passada.
Os dias que passei na casa do lago em New Hampshire renderam MUITO trabalho e 0,1% diversão! A casa é linda, toda rústica, o lago é imenso, tudo é maravilhoso… Me imaginei sozinha naquele lugar, sem três crianças, sem barulho, cochilando o dia inteiro, passeando de barco, lendo um livro na rede do jardim, assistindo um filminho à noite com a pessoa amada (tô meio brega ultimamente), mas obviamente não fiz nada além de trabalhar. Não posso reclamar, pois estava esperando por isso, e principalmente porque não precisei dividir quarto com ninguém (e a conexão wi-fi funcionava às mil maravilhas), o que preservou a minha tão amada privacidade durante as minhas curtas horas vagas.

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Garage Sale & Mystic Aquarium!

Quanto tempo, minha gente! O verão começou e eu estou sem tempo algum para postar neste blog. Isso significa que estou trabalhando o dobro do que costumava trabalhar quando cheguei, mas também tenho que dizer que estou me divertindo o triplo… tanto o trabalho como a diversão me consomem tempo e no momento não consigo priorizar o blog! O verão aqui nos EUA é “A ESTAÇÃO”, é quando todos estão desesperados para sair de casa, seja para viajar com a família, ir ao clube, fazer piquenique no parque, whatever, tudo para aproveitar os poucos meses que restam antes que o longo inverno nevoso retorne. Embora seja o período de férias da escola, muitas crianças (acima de cinco anos) ainda vão para camp durante o dia, onde fazem atividades como natação, aulas de tênis e brincadeiras diversas, e só retornam no meio da tarde. O jack começou o camp semana passada e está gostando, thanks god! No primeiro dia, ele chegou em casa dizendo que odiou e que não queria voltar, e a minha host mom diz “OK, você não precisa completar as cinco semanas de camp, você pode participar apenas esta primeira semana e depois descobriremos algo para fazer em casa durante o dia.” É neste momento que a au pair engole em seco, rezando para que este pesadelo não se torne realidade. Ter o Jack em casa o dia inteiro seria passagem direta para o manicômio, hahaha. Mas ele passou a gostar e tudo tem dado muito certo até agora. Esta semana fui buscá-lo no Hartford Golf Club, que é onde ocorre o camp, e ficamos na piscina o resto da tarde inteira. Ele já sabe nadar muito bem para um menino de cinco anos! E ainda é bem corajoso, pois pulou umas 20 vezes de um grande trampolim em uma piscina de 14 feet de profundidade, o que equivale a cerca de 4,5 metros. E eu lá no meio da piscina, salva vidas de primeira viagem, morrendo de medo que o moleque se afogasse! Mas não passamos por sufoco, grazadeus. Depois, fomos para uma parte um pouco mais rasa (cerca de 2,5 metros de profundidade), e eu disse que ia mostrar para ele que eu conseguia tocar o fundo da piscina com os pés. Mergulhei, e quando coloquei a cabeça para fora d’água, o menino estava gritando e começou a chorar! Pensei “pronto, ele se afogou em um milésimo de segundo e eu tô lascada”. Perguntei “o que hoooouve, honey?” e ele me responde “eu fiquei com medo que você perdesse a respiração e morresse”. HAHAHA Tadinho, fiquei com dó! Como eu gosto desse pivete!!!

Bom, meu fim de semana, para variar, foi sensacional! Fui para o aquário de Mystic, que fica a cerca de duas horas de distância de West Hartford. O lugar é lindo, e tive a sorte de pegar um dia bem ensolarado, sendo que a previsão do tempo era de chuva (por isso pensei no aquário). Vi baleias, leões marinhos, tartarugas (paixãozinha), peguei passarinhos e calopsitas na mão, vi show com várias focas dançando, batendo palmas, nadando… Coisa mais bonitinha! No mesmo aquário, há uma exposição especial TITANIC, com fotos, filmes explicativos sobre a busca pelo navio, representação do tamanho do iceberg com o qual o navio se chocou, representação de como o navio e alguns objetos ficaram anos após o naufrágio. Foi uma grande surpresa, pois eu não sabia que essa exposição existia, e tão pertinho de mim… Quem me conhece sabe que eu tenho uma paixãozona pela história do Titanic, e principalmente pelo filme do James Cameron, com todo aquele romance meloso Jack&Rose… Haha

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Philadelphia/PA, Richmond/VA and Washington/D.C.

Hoje eu vou contar tudo sobre a minha mais recente aventura aqui nos EUA: primeira viagem com a minha host family! Além de ter sido uma super FREE trip, uma vez que não tive que me preocupar com os custos do hotel (e que hotelzááásso), alimentação, ingressos para museus e etc., também foi uma grande oportunidade de ficar mais próxima de todos, principalmente dos meus nenéns, que eu amo de paixão. Tanto em New Jersey quanto em Washington DC, ficamos hospedados no hotel Marriot, mas tive que dividir um quarto com a minha host e com a baby Sydney. Apesar da falta de privacidade, não foi uma experiência de todo ruim! Conversamos bastante (improving my english HAHA) e sinto que estamos cada vez mais amigas.

Um dos poucos lados negativos de viajar com eles foi ficar cerca de nove horas dentro do carro (contando com rápidas paradas para ir ao banheiro ou comer algo), e isso não é muito legal quando se tem um menino de dois anos e uma neném de seis meses a bordo, pois significa altos gritos e consequente dor de cabeça durante a maior parte do caminho. O boy de cinco anos foi o que mais se comportou (para a minha surpresa, pois ele costuma ser master pestinha sempre).

Saímos de Connecticut quinta-feira à tarde e chegamos em New Jersey por volta das 21:30. A intenção, como eu já havia comentado no post anterior, era passar a noite em NJ e seguir caminho para o Sesame Place, que fica no estado da Pennsylvania. Porém, a previsão do tempo era de chuva para toda a sexta-feira (e, como todo bom americano, meus hosts confiam cegamente na previsão do tempo), o que os fez mudar de ideia: resolveram visitar algum museu em Philadelphia e depois seguir caminho para Richmond (nem preciso dizer que AMEI a ideia, né? Haha). Na manhã de sexta, demos uma volta pela famosa Princeton University, onde meu host se formou em economia (garoto danado!) e depois seguimos para Philly. Sempre quis conhecer a cidade e, como era de se esperar, fiquei apaixonada! Uma delícia de cidade grande, me lembrou um pouco de Nova Iorque. Passamos em frente aos “degraus de Rock” (que dão acesso ao Museu de Arte de Philadelphia e que apareceram no filme “Rock Balboa”) – pena que não paramos para tirar foto. O topo da escadaria oferece uma super vista panorâmica da cidade, deve ser incrível. Um dos motivos para voltar a visitar Philly em uma próxima oportunidade! Falando em personagens televisivos, não pude passar pela cidade sem lembrar de “Um Maluco no Pedaço”, né? Haha Passei toda a minha adolescência ouvindo o Will falar de Philadelphia, é muito lindo pensar que tive a chance de fazer um pequeno passeio pela cidade. Visitamos o Please Touch Museum, que é uma espécie de parque de diversões para crianças pequenas, muito bem decorado.

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Memorial Day Weekend

Geeeente!!! Estou me esforçando horrores para atualizar este blog com frequência, mas confesso que muitas vezes me invade uma preguiça gigantesca e minha única vontade é ficar deitada olhando para o teto no meu tempo off. Quando eu fico livre do trampo, preciso ficar horas em silêncio, descansando meus ouvidos, que ecoam chororô de neném e gritos de criança!

Hoje foi um dia daqueles so fucking hard! Acho que trabalhei por cada cidadão brasileiro que estava curtindo seu feriado de pernas para o ar e terminei o dia com dorflex na veia (mamãe vai adorar esta parte).

Mas vamos ao que interessa… fofocas! Este último fim de semana foi lindo! Cumpri os planos que comentei no post anterior e voltei para NYC no sábado, desta vez para visitar o museu de cera Madame Tussauds e o famoso Empire State Bulding, um arranha-céu de 102 andares localizado na 5ª Avenida com a West 34th Street. Após a destruição do World Trade Center em 2001, o Empire State Building recebeu novamente o título de edifício mais alto de Nova York. A vista é simplesmente incrível de lá de cima! E olha que eu só fui até o 86º andar (de onde um doido se jogou em 2004), pois não tive coragem de pagar as 52 obamas que eles cobram para subir até o fim. A propósito, antes mesmo de chegar no Empire State, já fui abordada por trocentos cambistas tentando vender os tickets para ir ao topo, com o argumento que têm o preço melhor. Eu e meu amigo resolvemos comprar de um cara que estava vendendo pela METADE do preço e, ao chegar na porta do edifício, fomos abordados por um policial, que disse que compramos um ticket que viola o sistema interno de vendas deles e blá blá blá. Eu já tremi na base pensando que estava #%^&$@, mas muito pelo contrário… O policial foi super simpático e disse que não tinhamos culpa de nada, que só o cara que nos vendeu estava encrencado (que dó). Então o puliça nos meteu na frente de uma fila enorme (fomos silenciosamente xingados por uma galerona) e nos escoltou até o topo do prédio, ou seja: economizamos dinheiro e ainda furamos uma puta de uma fila! Me senti uma Very Important Person, HAHAHA! Somos sortudos demais!

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