Semana de férias na Flórida

Ufa! Pensei que nunca teria um tempinho para postar aqui. O verão acabou e o fall semester começou com tudo! Além de ainda estar trabalhando para caramba, as aulas do curso de gestão na University of Saint Joseph começaram ontem e as aulas em Harvard já começam semana que vem. Ainda nem separei as melhores fotos entre as trocentas que tirei na viagem e já tenho homework da faculdade para fazer. O negócio está ficando cada vez mais tenso, mas continuarei fazendo o possível para atualizar este blog!

O post de hoje é para contar todos os detalhes das minhas primeiras férias nos EUA! Passei semanas e semanas tentando decidir para onde ir e, depois de muita pesquisa de preços de passagens, hotéis e aluguel de carro, optamos pela Flórida. Optamos, no plural, porque tudo foi decidido em conjunto com o Tommy! Ele fez um esforcinho e conseguiu pegar férias na mesma semana que eu, para que pudéssemos viajar juntos! Isso foi ÓTIMO, porque além de ser super divertido, ele é bem organizado (montou todo o roteiro com os lugares que eu queria conhecer) e está sempre disposto a fazer qualquer coisa, ir para qualquer canto e dirigir o quanto foi necessário. VALEU, best friend forever! Haha O nosso vôo de ida saia do aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, às 08:00 AM. Contudo, precisávamos chegar lá com, pelo menos, duas horas de antecedência. Agendamos um shuttle que saia da estação de trem Grand Central, em NYC, às 04:30 AM. Decidimos não dormir na noite de sábado, pegamos o trem direto para NYC e ficamos esperando o shuttle por um bom tempo, no meio da Park Street, de madrugada. E que espera torturante, meu deus! Eu estava com TANTO sono, mas tanto sono, que meus olhos estavam lacrimejando sem parar e o meu corpo todo começou a doer. Pois bem, chegamos no aeroporto muito mais cedo do que esperávamos, fizemos check-in, despachamos as malas e tomamos café da manhã. Tínhamos cerca de uma hora e meia até o embarque, então nos jogamos nos chão, fizemos as mochilas de travesseiro e dormimos até a sala de embarque começar a lotar.

Chegamos em West Palm Beach, pegamos um trem para Fort Lauderdale, e depois um táxi para a locadora de carro Dollar Rental, onde o Tommy havia feito reserva de um carro econômico por apenas $140. Por já ter trabalhado na Avis, e conhecendo bem os preços dos aluguéis de carros, achei muito estranho. Apenas $140, por sete dias, para menores de 25 anos? Só podia ser a promoção do ano! Resolvi não argumentar, pois confio no meu amigo. Mas chegando lá, o preço aumentou 300%, mesmo com a nossa reserva já garantida e não aceitaram cartão de crédito para fazer o bloqueiocaução. Uma palhaçada! Fiquei fula da vida com o atendente e perguntei se, no mínimo, poderiam dar um jeito de nos deixar no aeroporto de Fort Lauderdale (assim poderíamos procurar pelas outras locadoras de carro) e ele disse que sim. Assim que chegamos no aeroporto, procuramos pela Alamo, conhecida pelos bons preços e por permitir o aluguel por menores de 25 anos sem crise. Conseguimos pegar um Hyundai Sonata, da classe dos intermediários, pelo mesmo preço que a Dollar Rental estava oferecendo o econômico na loja: $441, a semana inteira, com devolução no aeroporto de West Palm Beach, duas horas antes do nosso vôo de volta. Perfeito! (Claro que, para chegar neste preço, barganhamos absurdos. Fizemos de tudo para o preço cair até chegar neste valor. E o atendente foi um cara muito gente boa e nos deu ótimos descontos). O carro é maravilhoso, ficamos apaixonados. Apesar de custar um pouco mais de $60 para completar o tanque de combustível, não consome muito. Aliviados por termos resolvido toda essa novela do carro, fomos para o nosso hotel, em Pompano Beach. Escolhemos o Extended Stay Deluxe porque era um dos que oferecia uma cozinha completa dentro do quarto e lavanderia por andar. Compramos mantimentos no Walmart e nós mesmos preparamos nossas refeições, pois queríamos economizar o máximo possível com alimentação, considerando que já iríamos gastar muito com outras coisas durante a semana. Capotamos antes das nove da noite de domingo, para acordarmos dispostos para bater perna e curtir Miami Beach, primeira parada do nosso roteiro.

DIA 1 – Miami Beach

Acordamos cedo e descobrimos que o “café da manhã”, única refeição que o hotel oferecia, se limitava a muffins, barras de cereal, maçãs e café. Então, todos os dias tomávamos um café da manhã decente na cozinha do nosso quarto e depois pegávamos as barrinhas de cereal e os muffins para servir de snacks durante o dia (agora preciso de pelo menos um mês para desintoxicar, NÃO FALE DE MUFFIN NA MINHA FRENTE, entendeu? rs). Mas isso também ajudou na economia, então tudo bem!

Para começar, devo dizer que essa viagem SUPEROU TODAS AS MINHAS EXPECTATIVAS. Cara, quantos lugares sensacionais! Juro que, a príncipio, ainda me questionei se escolhi o destino correto, pois quero muito conhecer a Califórnia e sempre planejei passar as primeiras férias lá. Mas agora estou certa de que não poderia ter escolhido lugar melhor. Tive essa certeza logo quando cheguei em Miami Beach e vi aquela areia BRANCA e a água do mar azul clarinha, limpa, coisa mais linda do universo. Aaaaah, deixa a Califa pra mais tarde… Passamos o dia inteiro em South Beach, a praia mais badalada de Miami Beach, e almoçamos em um restaurante japonês delícia que fica na Washington Avenue (rodízio por apenas 10 doletas! Cheap and high quality, people! O nome do lugar é Juji Teriyaki, fica a dica).

À noite, fomos dar uma volta pela Olas Boulevard, em Fort Lauderdale, mas estava super vazia. Talvez pelo fato de termos ido em uma segunda-feira! rs Então resolvemos voltar para Pompano e conhecer o cassino “Isle of Capri”. Enorme e muito bonito!

12689_607884755898360_5365913_nSouth Beach, Miami Beach – FL

cassinoCassino Isle of Capri – Pompano Beach

DIA 2 – Walt Disney World: Magic Kingdom, Animal Kingdom e Hollywood Studios

Desde que voltei de viagem, todos têm me perguntado qual foi a minha parte favorita da viagem. Ainda é muito difícil escolher, porque todos os dias foram muito bons, mas acho que ter conhecido a Disney merece ficar no topo, pela emoção enorme que senti quando cheguei lá. Só de escrever sobre isso, já começo a sorrir sozinha. Eu sei que eu já tenho 21 anos, tô meio “véia”, mas quem me conhece sabe que eu viro criança com os filmes da Disney. A Pequena Sereia, Cinderela, A Bela e a Fera, Aladin, Pinocchio, todos estes clássicos que marcaram a minha infância ainda me fazem tão feliz! Quando eu vi o castelo, escutei as músicas dos filmes, comecei a avistar os personagens pelo parque, saí pulando mais que os pivetinhos. No Magic Kingdom, vi shows maravilhosos, andei em montanhas-russas muito doidas, vi filmes em 5D e chorei quando entrei no groto da Ariel (Pequena Sereia, minha favorita). Assisti a Big Parade com todos os personagens, todas as princesas perfeitinhas (é incrível, nunca imaginei que fossem tão iguaizinhas aos desenhos), dançarinos muito bons. Gravei pequenas partes da Big Parade e um pedaçinho do que vi no groto da Ariel para mostrar para vocês.

562744_608364209183748_2107550390_nCastelo da Cinderela! SONHO!

foto (5)

foto (3)Pato Donald 😛

Vídeo – Parade Magic Kingdom Park

Vídeo – Parte de uma das atrações da Pequena Sereia

No Animal Kingdom, pegamos um veículo que comporta cerca de trinta passageiros e fizemos um passeio pelo “Kilimanjaro Safari”, onde vimos centenas de animais passeando livremente pelos hectares de savana, rios e morros… paisagens paradisíacas! Me senti na áfrica de verdade. Alguns animais chegam pertíssimo do “jipe”, o que me permitiu tirar ótimas fotos! Como tínhamos pouco tempo (um único dia para visitar todos os parques), esta foi a única atração que vimos do Animal Kingdom, que é o maior de todo o complexo Disney.

2013-08-20 16.07.02Entrada – Animal Kingdom

2013-08-20 16.46.09Passeio – Kilimanjaro Safari (Animal Kingdom)

2013-08-20 16.40.04Girafa – Um dos muitos animais que vimos de pertinho

No Hollywood Studios, vimos outro lindo show sobre a Pequena Sereia, fizemos um “ride” pelos filmes mais famosos da história de hollywood (Casablanca, Cantando na Chuva, Mary Poppins, O Mágico de OZ, Fantasia, O Inimigo Público, entre outros) com “réplicas” dos personagens e cenários, um espetáculo! A minha aventura favorita deste parque foi o “elevador do medo” do Hollywood Tower Hotel. D-E-M-A-I-S, fodástico, sensacional! Lembro da minha tia me contando sobre esse brinquedo quando eu era pequenininha (beijo, tia Jô!) e sempre tive muita vontade de conhecer, mas não sabia se teria coragem de experimentar. Mas tive! Àquela altura no campeonato, eu já estava com uma puta dor de cabeça, mas ignorei e fui mesmo assim. A torre é mal assombrada, então a decoração foi planejada para passar a impressão de que o lugar é velho e abandonado. Dentro, tem o elevador, com todas as cadeirinhas posicionadas, suficiente para comportar cerca de 20 pessoas. Ao subir a torre, o elevador vai passando pelos andares e mostrando “espíritos”, entre outras coisas assustadoras, até chegar no topo, onde as paredes são de vidro e somos obrigados a ver o parque inteiro… até que o elevador despenca. Os movimentos são selecionados aleatoriamente pela própria torre, ou seja, o elevador pode ir para baixo, depois para cima, ou talvez para baixo de novo, o que deixa tudo mais emocionante. Gritei tanto que, quando sai da torre, senti minha cabeça prontinha para explodir. Caçamos uma loja que vendesse analgésicos, encontrei Tylenol e me recuperei em menos de uma hora após tomar. Mas mesmo com a danada da dor de cabeça, valeu demais! Foi o melhor de todos os brinquedos sem dúvidas!

2013-08-20 17.52.26Hollywood Studios

2013-08-20 19.15.22Hollywood Tower de fundo

Começou a escurecer e resolvemos voltar para o Magic Kingdom, onde aproveitamos outros brinquedos até o momento da famosa queima de fomos no castelo da cinderela, que começaria às 10:00 PM, uma hora antes do parque fechar. Conhecemos muitas outras atrações, antes e depois dos fogos. Merecemos um troféu por nossa agilidade, pois conseguimos conhecer boa parte do complexo em apenas um dia! E sem comentários para a queima de fogos! Derramei umas boas lagriminhas. Os fogos sempre no mesmo ritmo da música, tudo muito bem organizadinho, um showzásso de cores. Também gravei um pedacinho para vocês verem!

2013-08-20 22.11.43Queima de fogos – Magic Kingdom

Vídeo – Queimade fogos Magic Kingdom

Ficamos até o parque fechar! O difícil foi voltar para o hotel… eu prometi para o Tommy que ia ficar acordada durante o caminho de volta, mas nos primeiros 10 minutos eu já tinha apagado! Após uma hora dirigindo, ele teve que parar, porque também não estava aguentando de sono e cansaço. Paramos em uma Dunkin Donuts para comer e dormimos no estacionamento do local por aproximadamente duas horas. Só chegamos no hotel às 06:00 AM, quando já estavam servindo as barrinhas – ops, o café da manhã do nosso hotel, e fomos direto pra cama!

DIA 3 – Pompano Beach e Boca Raton

Como tínhamos que dormir pelo menos seis horas, acordamos ao meio dia e resolvemos conhecer Pompano Beach. Não curti muito a praia, porque já estava mal (ou bem?) acostumada com as belezuras de Miami Beach, então não ficamos nem 15 minutos. Comentei com o Tommy que, há alguns anos atrás, minha mãe me deu de presente o livro “Marley e Eu”, o qual li em apenas uma semana e fiquei apaixonada. Lembro que os personagens principais, donos do Marley, resolvem se mudar para Boca Raton – FL em algum ponto da história, e escrevem muitas coisas sobre a cidade no livro. Sempre fiquei imaginando como seria e alimentando minha vontade de conhecer o lugar. Joguei no GPS e vi que ficava a apenas 40 minutos de onde estávamos, muito mais perto do que eu esperava! Fiquei TÃO feliz! Passamos o resto do dia lá, curtindo as praias maravilhosas. A minha favorita foi Deerfield Beach, que me lembrou muito o nordeste do Brasil! Tudo era parecido, que sensação estranha. Fiquei uns trinta minutos jogada à beira do mar, deixando a água me levar, pensando na vida, na minha família, no Brasil, no Ceará, nas minhas férias de janeiro em Jeri, Canoa Quebrada, Morro Branco… Pensei em tanta coisa BOA! Como são especiais os momentos em que não temos problemas para pensar, nada além de boas recordações. Nada além de muita gratidão por poder estar ali, diante de um infinito de beleza.

foto (4)Boca Raton – FL

À noite, fomos para Miami Beach, conhecer os barzinhos, tomar uns drinks e dançar (pelo menos era essa a intenção, né rs). Passamos por três barzinhos, para conhecer, e resolvemos para em um que estava com uma promoção de drinks: pague 1, leve 2! Haha. Miami Beach é conhecida também pelos seus drinks GIGANTES, que servem até quatro pessoas (leia-se pessoas não alcóolatras). Mas, entrando no clima da promoção, cada um pegou o seu, né? Pra quê? PRA QUÊ? Fui bebendo e bebendo a minha capirinha (sim, a maioria dos bares tem a nossa caipirinha!) e já comecei a me sentir na lua. Passei muito mal! Tive que voltar para o carro e deitar no banco de trás, enquanto o Tommy dirigia e procurava um lugar para comprar comida. Parou no Mc Donald’s e me deu batatinhas fritas, até que eu comecei a melhorar. Lição do dia: Se for para Miami Beach, não beba aquele drink de itú sozinha (o)! Mas também considere que essa pessoa que vos fala não sabe beber, né…

IMG_9794Meio drunk sim ou com certeza?

DIA 4 – Venetian Pool em Coral Gables

A princípio, o plano era ir para Fort Myers, mas nem eu e nem o Tommy estávamos dispostos a dirigir mais de duas horas de novo, considerando que no dia seguinte ainda iríamos para Key West (quase quatro horas dirigindo). Dei uma pesquisada na internet, com base do que eu me lembrava dos comentários dos clientes da Avis sobre as viagens à Flórida. Lembrei que algumas pessoas falavam de Coral Gables, então procurei as atrações do local. Encontrei reviews sobre a Venetian Pool e, quando vimos a primeira foto do local, decidimos que não poderíamos deixar de conhecer. É a maior piscina artificial dos Estados Unidos, com arquitetura e estilo mediterrâneo, lembrando um pouco o canal de Veneza, Itália. Estava MUITO calor, ou seja, perfeito para passar o dia lá, curtindo aquela paisagem maravilhosa, tomando banho de cachoeira e pegando uma sombrinha nas cavernas da piscina.

1233384_609202712433231_610399246_nVenetian Pool

DIA 5 – Key West

Deixamos a praia mais esperada para o último dia de férias. Key West faz parte do famoso grupo de ilhas paradisíacas dos EUA, conhecido por Florida Keys. A cidade de Key West é linda, com todo aquele estilo especial de cidade histórica, cheia de casinhas de madeira e muito artesanato. Agora eu entendo porque tanta gente me disse para ignorar os cruises da vida e ir de Miami até Key West DIRIGINDO… porque a viagem inteira é feita sobre pontes que vão interligando uma ilha a outra, com uma vista linda, incrível, SURREAL do oceano.

key_west_estrada_floridaEstrada para Key West – Roubei do google, só para vocês terem uma ideia do que eu tô falando!

Passamos pelo Southernmost Point, símbolo do ponto mais sul dos EUA, que marca apenas 90 milhas de distância de Cuba. Reza a lenda que, em dias bem claros, dá até para avistar Cuba (sei não, viu). Mas é um ponto turistico (não à toa havia uma fila grande à nossa espera para tirar fotos) e eu quis parar.

fotopointSouthernmost Point

Estacionamos na mesma rua do Southernmost Point e, depois de tirar as fotos, fomos para a praia que fica ao lado. Muito bonita, mas com uma orla bem pequena e cheia de pedras enormes que nos impediram de dar um mergulho no mar. Fiquei chateada logo de cara e sugeri ao Tommy que procurássemos outra praia da cidade. Encontramos a Higgs Memorial Beach, que deve ser uma das melhores praias de Key West, com um pier extenso e duas escadas que levam até às partes mais profundas do mar. Também foi difícil dar um mergulho lá, porque ainda há muitas pedrinhas que dificultam o caminhar dentro d’água. Resolvemos entrar no mar através das escadas do pier, mas logo fui mordida por algum peixe e minha perna começou a sangrar um pouquinho – bem pouquinho, mas eu já estava morrendo de medo de nadar por ter visto no jornal daquela manhã que uma au pair da Cultural Care teve o braço arrancado por um tubarão no Havaí e não resistiu, acabou morrendo. Claro que o perigo de ser atacado por tubarões é muito maior do Havaí, mas a história é tão trágica e aconteceu com alguém “tão próximo”, que a paranóia demora para sair da sua cabeça. Tirando que uma das praias da Flórida está inclusa na lista dos 10 picos mais infestados de tubarões no mundo… então também tem um pouco de estatística no meio da paranóia, né!

2013-08-23 14.04.39-8No pier da Higgs Memorial Beach – Dá para ver as escadas que comentei, lá no fundo!

Tomamos um sol na Higgs Beach e ficamos um tempinho na beira do mar, esperando dar o horário do nosso parasailing! Para quem não sabe, parasailing é uma prática de vôo que pode ser realizada por qualquer pessoa, sem a necessidade de cursos prévios, tanto nas ruas quanto no mar (o nosso era no mar, claro). O paraquédas é impulsinado pela força do vento e fica preso à lancha através de um cabo que pode se extender por cerca de 30 metros, equivalente à altura a qual podemos ser submetidos durante à prática. Acho que foi uma das coisas mais loucas que fiz na VIDA! A sensação é de estar voando mesmo, livremente, sob aquelas águas azulonas do mar de key west. Não deu para levar câmera com a gente, porque é arriscado molhar ou perder, mas os responsáveis pela atividade tiraram fotos de nós em vários momentos: decolando, sendo jogados na água e aterrissando na lancha. O melhor de tudo são as expressões nas fotos: eu com cara de criança feliz, sorrindo e gritando, e o Tommy com uma cara de TERROR! HAHAHA

1236910_665127460166369_1525587670_nQuem tá mais feliz na foto? rs

IMG_0071Up high!

Após o parasailing, demos uma parada para observar e fotografar as exposições exteriores do Custom House Museum, com obras muito bem feitas! Vários bonecos em concreto que parecem pessoas de verdade. Não entramos para conhecer, mas fiz uma pesquisa rápida de opiniões no google e vi que muita gente recomenda! Se a parte externa já é muito interessante, imagino que as exposições internas devem ser ainda mais.

2013-08-23 17.04.48Entrada do Custom House Museum

Como os dias aqui são bem longos no verão, o sol só se põe depois das 08:00pm. Como ainda tinhamos umas três horas até retornar ao sunset pier para assistir o por do sol, saímos à procura de outras praias. Encontramos a Smathers Beach, que se tornou a minha favorita (considerando as três que eu conheci em Key West). A praia estava VAZIA, só havia um casal de noivos e um grupo de fotógrafos fazendo um book para o casamento deles. A praia é daquelas que eu pensava que só existia nos papéis de parede do Windows, com os coqueiros caídos, bem próximos da água do mar, areia branquinha, água cristalina. Nos jogamos na areia e ficamos deitados por cerca de uma hora e meia. E ainda seremos figurantes do álbum de casamento de alguém, olha que lindo! Rs

2013-08-23 17.49.40-1Smathers Beach

Para concluir o dia, pegamos o carro e voltamos para o sunset pier para assistir o sol se por. Porém, quando estacionamos o carro, percebi que só estava com uma das minhas havainas. O outro pé do par havia sumido! rs Procuramos por todo canto e nada! O Tommy insistiu para voltarmos lá e procurarmos, enquanto eu preferia comprar um novo par a ter que perder o por do sol. Mas acabamos dirigindo de volta até a praia. Quando avistamos o chinelo próximo à guia de onde havíamos estacionado, começamos a ter um ataque de riso! Não sei se já estávamos meio bestas de cansaço, já que a história não parece digna de tanta gargalhada ao ser relatada, mas é sempre aquela história, né… na hora foi MUITO engraçado! hahaha

Conseguimos chegar a tempo no sunset pier para assistir o BENDITO do por do sol! Eeeeeeeeeeeita, lindeza. Fechou nossas férias com chave de ouro!

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Por do sol – Sunset Pier

Chegamos no hotel e, na mesa da cozinha, encontro um vasinho de flores, junto a um cachorrinho de pelúcia e um bilhete! O Tommy encomendou e mandou entregar no hotel, como presente de despedida. FOFO!

cachorroMe ajudem a escolher um nome para meu o meu cãozinho!!! rs

Como é bom viajar, né gente? Todo dinheiro gasto com uma viagem realmente pode ser chamado de INVESTIMENTO… investimento cultural, em bem-estar, em história para contar, aprendizado, memórias! Falando nisso, não queria deixar de comentar sobre os custos da viagem. Usamos o site Priceline para fazer as buscas do hotel + passagens de ida e volta. Escolhemos um pacote no total de $834, incluindo tudo isso. Como já comentei lá em cima, alugamos o carro pelo valor de $441 e, somando os gastos com alimentação, ingressos para disney, parasailing, entre outros custos a parte, mais $834 (SIM, deu exatamente o valor que pagamos no pacote hotel + passagens. Temos que jogar esses números na loteria! HAHA). Resumindo, o custo total da viagem para dois foi de $2,109, equivalente a apenas $1,054 para cada um. Comparando com a experiência de amigos que seguiram um roteiro similar ao nosso, gastamos BEM menos! Com um pouco de planejamento, realmente dá para fazer uma viagem super bacana por um preço razoável.

Por hoje é só, queria escrever mais, mas tenho que voltar ao trabalho daqui a 20 minutos e sei que não terei tempo neste fds!

Beijoooo

🙂

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Intercâmbio x Namoro

Sei que existem muitos namorados que apoiam, outros que não botam fé no intercâmbio, outros que ficam bravos e que não aceitam de jeito nenhum. Resolvi escrever um post sobre isso porque passei por uma situação do tipo e gostaria de dar algumas dicas para quem está vindo e já vive esse dilema.  Meu processo de intercâmbio durou 9 meses no total, porque eu quis concluir o último ano da faculdade e colar grau antes de vir, e também porque demorei um bom tempo para encontrar uma host family. Continuei namorando durante os primeiros sete meses do processo e não vou negar que meu ex-namorado me ajudou muito com o meu application – sobretudo nos quesitos fotos com crianças e vídeo de apresentação – e aguentou meu desespero de pré-au pair com todas as complicações que surgem durante o processo. Mas conversávamos muito pouco sobre “CONTINUAR NAMORANDO” ou “TERMINAR”. Perdi a conta de quantas pessoas me pararam para perguntar “E aí, Déia? Como vai ficar o coração? Como vocês vão fazer?” ou insistir “Não terminem, não façam isso, um ano passa rápido, etc.”. Bom, a nossa opinião era basicamente a mesma: “Um ano é MUITO tempo e NÃO passa tão rápido assim não. São 12 meses e muita coisa pode acontecer”. Depois do match, quando já era certeza que não poderia mais voltar atrás, comecei a amadurecer a idéia de vir namorando… comecei a pensar “Um ano pode até ser muita coisa, mas nós temos um ao outro, e isso é ainda maior. Por que sacrificar um relacionamento que pode durar anos por conta de apenas um?”. Bom, querida futura au pair, isso é realmente muito lindo… e se você transmitir este ponto de vista para o seu boy e ele concordar, definitely awesome! Se ele te apoia, dê MUITO valor a isso, porque eu acredito que deve ser uma merda saber que a namorada vai te “deixar” em pouco tempo e mesmo assim continuar feliz e dizendo que prefere esperar um ano a ter que perdê-la. Este não foi o meu caso, mas conheço várias meninas que vieram para os EUA e voltaram para o Brasil namorando e garantem que existe namoro (e até casamento) após intercâmbio! E, por mais que pareça conto de fadas, eu acredito nisso. Tenho certeza que, um amor de verdade – se consolidado, passa por dificuldades, pela dor, pela distância, pelo tempo. Se ele apoia o objetivo que você traçou na sua vida e sonha o SEU sonho, ele está te dando mais do que uma prova de amor. Além do mais, o intercâmbio não significa uma quebra de contato total nos dias de hoje. Temos as nossas queridas ferramentas de áudio e vídeo online para comunicação diária, e você ainda podem ser organizar de ir para o Brasil visitá-lo (ou ele de vir para EUA) em algum ponto durante o período que você estiver fora, não é mesmo? Sei que a falta do abraço dói na alma e que a saudade é como um tiro no peito dos apaixonados, mas pense bem… namorar à distância não é um bicho de sete cabeças! Não tenha medo que isso os afaste, pelo contrário: acredite que isso só irá fortalecer o relacionamento de vocês.

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“Se alguém te ama de verdade, a distância não é problema. É apenas uma chance de fazer o amor crescer a cada dia”

Mas se, por outro lado, o seu namorado é daqueles que não aceitam continuar namorando durante o intercâmbio, que preferem terminar e deixar para “conversar a situação” quando você voltar, só tenho um conselho geral pra dar, baseado na minha experiência: releva, desapega e VEM mesmo assim. Nunca, jamais, em hipótese alguma, desista de vir por causa de namorado. Tire essa ideia maluca da cabeça de que só é feliz quem namora! Esse medo de ficar sozinha parece uma epidemia entre as mulheres. É díficil, sim. Dói, DEMAIS! Mas vai passar. Esqueça essa história de questionar o que poderia ter sido ou o que poderá ser daqui a um tempo. Insistir em quem não tem certeza se te quer é cansativo e pode destruir seu amor próprio, por mais que você se considere muito bem resolvida neste aspecto. Até porque, muito provavelmente, você está em um relacionamento em que falta confiança de um ou ambos os lados e, sem confiança, simplesmente não rola. Não dá para deixar de sair sozinha ou com amigas aqui, de conhecer gente nova, de beber, dançar, e ter liberdade para mostrar isso para quem quiser saber, só porque seu namorado não vai confiar que você tem respeito por ele. E também não dá para proibir o cara de sair só porque você está aqui, né? Então, se ele não te apoia… DESENCANE! Homem não falta no mundo e se prender pelo duvidoso definitavemente não vale a pena. Game over, OK?

E para você que terminou um namoro recentemente e está prestes a embarcar… Somos solteiras e BRASILEIRAS, amiga! Eu não sei o que os americanos tem com a palavrinhas mágica “brasileira”, mas se ela for dita no início de uma conversa, HALF WAY THERE! Isso se o cara for realmente interessante e parar de conversar apenas sobre Ronaldinho e Neymar com você, né? Ele tem, NO MÍNIMO, que responder à perguntinha básica: “qual idioma é falado no Brasil?”. Se ele disser espanhol, deixe-o conversando sozinho. E não espere que ele venha atrás, porque americano é mole mesmo. Enfim, você conhecerá novas pessoas, novos lugares e, uma hora ou outra, vai acabar chegando à conclusão de que foi uma boa escolha (ou não, rs).

Eu sei que os relacionamentos são diferentes uns dos outros, não dá para fazer comparações. Mas a mensagem que quero passar com este post (pode até parecer muito óbvio, mas ainda vejo muita gente se martirizando com isso) é que o namoro a distância só existe se ambas as partes estiverem muito certas disso, e cabe apenas AO CASAL decidir o que será melhor. Só não dá para colocar um relacionamento afetivo na frente de um sonho e de milhões de oportunidades que certamente surgirão. Se o namoro acabar, você ainda poderá ser feliz muitas vezes, com diversas pessoas, há sempre uma nova chance para amor. Como toda escolha na nossa vida, temos que abrir mão de alguma coisa por outra e, mesmo que este caso seja particularmente delicado por se tratar das nossas emoções, tudo pode ser resolvido com muito diálogo e com a palavra chave da vida: PACIÊNCIA.

Bom, para concluir… relacionando o meu intercâmbio com o término recente de um namoro, aprendi que querer conhecer o mundo sempre fez parte de quem eu sou e isso passou por cima de um sentimento muito forte. Não tenho nada contra quem deseja se casar, trocar de carro todos os anos, ter um casal de filhos e envelhecer de mãos dadas numa casinha com varanda e cerca branca, até porque eu sempre fui um pouco assim. Fui criada vendo filmes da Disney, em que as princesas sempre casam com seus príncipes encantados e são felizes para sempre, então é natural que isso tenha alimentado um pouco esse ideal de vida. Mas a cada dia que passa aqui, percebo que a ideia de estar trabalhando atrás de uma mesa e correndo contra o tempo para servir o jantar no fim do dia não é algo que me deixaria totalmente realizada no futuro. No fim das contas, não é uma questão de ser individualista/egoísta ou de querer viver sozinha, mas de realização pessoal. Eu ainda quero encontrar alguém para amar, mas alguém que queira ser livre e me manter livre no que quer que eu faça e aonde quer que eu vá… e quando eu encontrar essa pessoa, acho que enfim saberei definir o que é FELICIDADE PLENA.

foto (2)

I want to travel around the world…

(foto tirada minutos após decolagem do aeroporto de Miami)

Beijos e boa sorte a todas na decisão!

As vantagens de ser au pair e a evolução do inglês

Hoje vou fazer propaganda do meu programa de intercâmbio, uma das melhores escolhas que já fiz na vida! Achei interessante fazer um resumo explicativo sobre isso, ou pelo menos tentar, tendo em vista que nunca comentei muito sobre a relação custo-benefício. Não vou falar de desvantagens porque, pelo menos no meu caso, não tenho absolutamente nada para reclamar. Como provavelmente já comentei aqui antes, tive uma sorte imensa de encontrar uma host family ma-ra-vi-lho-sa! Já ouvi muita história absurda sobre famílias que largam as crianças na mão das au pairs durante semana e fim de semana, atribuindo-as infinitas responsabilidades (lembrando que se rolar exploração, dá para comunicar a agência de intercâmbio e pedir rematch, que seria a troca de família). Já ouvi outros casos em que não compram comida suficiente para elas, não oferecem um espaço com o mínimo de privacidade, limitam o uso do carro, enfim, diversos outros comportamentos que não estão de acordo com o que foi combinado previamente por skypes e e-mails (antes de ambas as partes concordarem em fechar contrato). Por isso que eu sempre digo: TUDO tem que ser MUITO bem esclarecido desde o primeiro contato, não pode ter vergonha de perguntar.

Eu trabalho bastante aqui SIM, porque cuidar de três crianças pequenas realmente não é fácil, considerando que eles são bem dependentes de nós para tudo. Mas tenho uma host mom que é uma excelente mãe e que me ajuda muito… E quando o host dad chega em casa, independente de ser antes do meu horário de ficar off ou não, eles assumem as rédeas e me liberam. Ou seja: eles só precisam da minha ajuda mesmo quando o pai não está em casa. Quase nunca trabalho aos fins de semana e feriados (desde que cheguei aqui, trabalhei apenas uma manhã de sábado e duas horas em um domingo), coisa que maioria das au pairs fazem. E outra: eles sempre me convidam para viajar com eles! Em fevereiro do ano que vem vamos todos para as Ilhas Virgens Americanas, um grupo de ilhas do CARIBE!!! Cara… é por essas e outras que só tenho a agradecer!

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Meus três amorinhos americanos!

A primeira grande vantagem do programa de intercâmbio au pair, obviamente, é o preço. Gente, isso CAIU DO CÉU! Paguei apenas R$ 1300 para a agência de intercâmbio STB e MAIS NADA! Tive custos extras com o passaporte, (R$ 156), visto (R$ 336) e permissão internacional para dirigir (R$ 224) – valores que podem variar de acordo com a cotação do dólar e com os ajustes anuais, claro. No fim das contas, gastei aproximadamente R$ 2000, para ter toda esta experiência gigante de um ano (ou até dois) aqui nos EUA. Chegando aqui, minha vida mudou completamente, pois a minha host family é muito rica e tem um padrão de vida muito diferente do que estava acostumada. Moro numa casa gigante e numa rua tão linda, arborizada e cheia de mansões, que parece cidade cenográfica. Tenho um quarto e um carro só para mim. Não sei mais o que é acordar de madrugada para me enfiar numa lotação abarrotada de gente, não sei mais o que é levar cotovelada para entrar no metrô (tampouco desmaiar dentro do trem), não sei mais o que é funk carioca às alturas em tudo que é canto. Ganho 200 doletas por semana, o que já é suficiente para viver bem aqui, considerando que não tenho custos quaisquer com alimentação e estadia. Além disso, como o programa Au Pair é um intercâmbio de trabalho + estudo, a minha família tem a obrigação de me dar uma ajuda de custo de 500 dólares para pagar o curso que eu escolhi fazer. E eu sou obrigada a cumprir pelo menos 6 créditos durante o meu ano de estadia aqui, ou seja, não tem escolha: mesmo que a au pair não queira, ela TEM que estudar.

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Parte da rua em que moro

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“Minha” casa

Estou aproveitando este ano para me dedicar somente ao meu crescimento pessoal e profissional, ao cuidado com o meu corpo e saúde, e claro, às viagens, festas e diversão. Acho que, se as pessoas fizessem de conta que têm apenas um ano para aproveitar tudo o que um país pode te oferecer, certamente viveriam o triplo de experiências novas e seriam bem mais felizes, mesmo que fizessem isso no seu país de origem! Esta é uma das lições que aprendi com o intercâmbio até agora e que também espero levar para o Brasil: levar mais a sério o meu espírito aventureiro e investir sempre na busca pelo NOVO, viajando mais, explorando mais os recursos culturais que temos à nossa disposição.

A outra grande vantagem é o contato direto com o inglês. Cheguei aqui nos Estados Unidos doida para conversar em inglês e começar a praticar, mas percebi que era muito mais complicado do que eu imaginava. Quando chega a SUA hora de falar, a coisa fica séria! Senti a diferença já no aeroporto de Miami, onde fiz uma conexão. Parei em uma lanchonete para pedir um lanche, ensaiei o inglês, fiz o pedido… mas na primeira pergunta do atendendente, já me embananei toda. Eu era evidentemente uma estrangeiraem trouble: gesticulando, estalando os dedos, fazendo um grande esforço para as palavras saírem. Após uma certa enrolação, lá vem o lanche e uma sprite… mas peraí, moço!? eu disse que eu queria uma coca DIET. HAHAHA

Depois vem o treinamento, um choque de vocabulário, zilhões de palavras novas. E nas primeiras semanas na casa da host family, então? Um silêncio danado, um tal de YES ou NO, sorrisinho para lá, sorrisinho para cá, e eu pensando: This fucking english has got to GET BETTER!

Após o primeiro mês, você se vê mais adaptado ao idioma, “absorvendo” as falas com mais facilidade e rapidez, e aprendendo a dar continuidade em uma conversa. Você até escuta alguns elogios sobre a sua melhoria! Eu sempre fui muito aberta às correções e deixo muito claro que não me importo que me corrijam, pois eu quero APRENDER! Pergunto quando não sei o significado de uma palavra, seja para os amigos, para os hosts e até para o Jack, meu menino de cinco anos. E eles sempre estão dispostos a explicar! Principalmente o Jack… é muito bonitinho quando pergunto o significado de uma palavra e ele se empolga todo, para tudo o que está fazendo e começa a explicar, fica horas e horas falando, conta toda a história da grécia antiga e continua falando… tem hora que minha cabeça dá um nó e eu já não entendo mais nada, mas tudo bem! rs Ahhhh… claro que eu não posso deixar de falar do Tommy, as usual, que também foi um ótimo professor e me ajudou um TANTÃO com vocabulário, gramática, etc.! Sou extremamente grata a ele!

Agora que estou no terceiro mês, a fase de adaptação com o idioma já passou e eu já me pego pensando em inglês, sonhando em inglês, e conseguindo entender bem o que as pessoas estão falando na TV, rádio ou pessoalmente, mesmo quando não estou 100% atenta. As palavras vêm à minha cabeça primeiramente em inglês e isso é muito curioso! Às vezes fico surpresa com a facilidade que tenho tido para me comunicar com todos sobre coisas que nunca nunca ouvi falar. Sempre foi fácil falar sobre a minha família, sobre mim, sobre os meus planos para o futuro… mas quando alguém me aborda para falar sobre AS TÁTICAS ANTITERRORISTAS ADOTADAS POR OBAMA COM INFLUÊNCIA DO GOVERNO BUSH? Aí FU né! rs Por mais que você tenha uma opinião formada, no começo ainda é difícil colocar em palavras. A sensação é de que seu inglês é o pior da história! Mas é só parar um pouquinho, pensar, organizar as ideias, e começar a falar. Tudo bem que sempre vai faltar uma palavrinha no vocabulário, aquela bendita que você só sabe em português e que descreve exatamente o que você quer dizer naquele momento… mas depois você procura no dicionário e nunca mais esquece, porque sempre vai lembrar daquele momento em que você travou justamente por causa dela. 🙂

Como a maioria provavelmente já sabe, sábado fui para Harvard fazer o placement test eliminatório, que determina o meu nível de inglês e a turma na qual irei ficar. Saí de casa cedinho, peguei as meninas, dirigimos por quase duas horas e demoramos décadas para achar um estacionamento. Acabamos deixando o carro na rua, colocamos todos os nossos quarters no parquímetro até atingir o limite de duas horas. Estava preocupadíssima de não ter tempo suficiente para fazer a prova e voltar… uma multa à essa altura do campeonato, quando as coisas estão indo super bem entre mim e minha família, não seria nada legal. Quando o teste acabou, saí correndo mais que o papaléguas em direção ao carro, mas não havia nenhuma surpresinha no meu parabrisa. THANKS GOD! Mas voltando ao foco: QUE TESTE DO DEMÔNIO! Nunca fiz um teste em inglês tão difícil na minha vida. 100 questões para serem respondidas em UMA HORA E MEIA! Quando a prova está muito difícil, geralmente começo a mexer no meu cabelo descontroladamente… no fim do teste eu estava parecendo uma DOIDA. Descabelada, morrendo de fome, preocupada com o carro e bem chateadinha, pois estava crente que eu não conseguiria passar no teste. Almoçamos num restaurante japa e depois pegamos o rumo de volta para casa… o GPS fez o favor de me levar para Boston por engano (já haviam me avisado que os GPS pira um pouquinho naquelas bandas), e acabamos dando um passeio de carro pela cidade sem querer. E que cidade LINDA! Que bom que Cambridge fica a 15 minutos de lá, pois teremos muitas oportunidades de turistar pela cidade. Mas para resumir a ópera: o resultado do teste saiu na segunda-feira e meu queixo caiu! Passei no nível máximo de proficiência e fiquei na última turma (D), a mais difícil do curso. Simplesmente não acreditei no que vi. Liguei lá para confirmar e a moça disse: “Você passou sim, já pode fazer a matrícula no site”. Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz, né? É uma satisfação imensa perceber a evolução do seu inglês com o passar do tempo! Valeram todos os filmes e episódios de How I Met Your Mother e Grey’s Anatomy que assisti, valeram todos os livros que li para as minhas kids e todos aqueles que comprei e peguei emprestado na biblioteca. Tudo valeu a pena e eu PASSEI em Harvard! Tô oficialmente matriculada e ainda é meio difícil de acreditar. Muita gente diz que o meu inglês é ótimo e que eu não deveria fazer curso, que deveria investir em outro idioma… mas acredito que o segredo para adquirir fluência é nunca se contentar com o seu nível de inglês, pois sempre há algo para melhorar! E eu vim para cá com esse objetivo… sair deste país totalmente segura da minha fluência no idioma, e isso não acontece de uma hora para outra. Primeiro, prefiro ser realmente BOA em um idioma além do português do que ser “mais ou menos” em dois. Fofoca extra, aproveitando o contexto: além do curso de inglês em Harvard, farei um outro curso de gestão durante a semana (que se enquadra na minha área de formação) na University of Saint Joseph. Desta forma, já cumprirei todos os meus créditos em um único semestre! Minha vida social vai ficar uma belezinha com tanta coisa para estudar nestes próximos meses, quero só ver! rs

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Portão de entrada – Harvard University

Para concluir: o meu intercâmbio ainda não terminou mas eu já posso afimar que, sem dúvidas, VALE MUITO A PENA SER AU PAIR! É barato e o aprendizado é imenso. Com um pouco de otimismo, mente aberta, espírito aventureiro, determinação e (muita) paciência, tenho certeza que você pode viver um ano incrível nos Estados Unidos ou em qualquer outro país de sua escolha.

Por hoje é só! =]
Começando o countdown para as minhass férias JÁ… 10 dias!!! FLÓRIDA HERE WE COME! 😀

Beijooooooo!

Mark Twain com arroz, feijão e muita homesick

Neste último sábado, tirei a manhã para dormir e acordei já pensando no que poderia fazer de bom para aproveitar o dia de folga. Estava com a sensação de que já conhecia todas as atrações de Connecticut e que não havia muita coisa para fazer. Comecei a pesquisar na internet e descobri que estava redondamente enganada, pois temos zilhões de museus à nossa disposição no estado (a maioria com ingressos acessíveis, financeiramente falando). Dei prioridade aos mais próximos e descobri o “The Mark Twain House and Museum” que, além das exposições das obras do autor americano, oferece um tour com guia pela casa em que ele morava, em Hartford mesmo, por $16 (e com estacionamento free, o que foi um grande estímulo HAHA). E valeu CA-DA CENTAVO! O guia é um excelente entendedor de toda a história de vida de Mark Twain (que, na verdade, é um pseudonimo, pois o nome verdadeiro dele é Samuel Langhorne Clemens) e foi capaz de resumir a biografia do escritor sem deixar de lado detalhes muito interessantes, respondendo a todas as nossas perguntas e adicionando senso de humor e emoção à narrativa (tanto que, no fim do tour, todos choraram com o desenrolar da história – inclusive ELE. Fiz questão de parabenizá-lo e agradecê-lo pelo ótimo trabalho). O mundo realmente está CHEIO de boas histórias de bons autores, seja em vida ou obra!

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Um dos livros de Twain, “Adventures of Huckleberry Finn” (1885), ficou conhecido no Brasil como “O Maior Romance Americano”. O escritor chegou a lançar contos humorísticos e diários de viagens (é nóix! haha) – que fizeram muito sucesso, por sinal. Twain foi tão enaltecido pela crítica que chegou a ser considerado o “maior humorista americano de sua época” e “o pai da literatura americana”. O cara teve a vida como escola (assim como o nosso Machado de Assis), pois começou a trabalhar desde os seus 12 anos, quando perdeu o pai. Não foi apenas escritor, claro, foi também pintor ambulante, piloto de barco no rio Mississipi, explorador de ouro e prata, jornalista, conferencista, editor e humorista. Mais para frente, com seus trabalhos de escritor e palestrante freelance, financiou suas próprias (e longas) viagens pelo exterior (Europa, Ásia, África e Austrália… grande parte do mundo) e vendeu mais de um milhão de cópias dos seus livros ao longo de sua vida.

Umas das coisas interessantes que lembro ter ouvido no guided tour foi o fato do escritor ser extremamente apaixonado (e correspondido) pela sua esposa Olivia, a quem garantiu ter se apaixonado à primeira vista. Ele a pediu em casamento milhões de vezes e, embora tenha demorado um pouco até isso acontecer, considerando que ela o via apenas como amigo nos primeiros momentos que estiveram juntos, eles finalmente se casaram. Mark continuou a declarar-se através de infinitas cartas de amor, durante os 34 anos que estiveram unidos em vida. Tiveram três filhas, Susy, Clara e Jean, a quem Twain adorava educar e divertir criando jogos e histórias em capítulos. Uma das suas filhas dizia que ele começava a contar uma história a partir das pinturas da parede e, passando de pintura para pintura, sua imaginação as levava para países e para o meio de figuras humanas que as fascinavam.

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Uma das inúmeras cartas de Mark Twain para sua esposa Olivia. Transcrição: “Hartford, Nov. 27/88; Livy Darling, I am grateful — gratefuler than ever before — that you were born, & that your love is mine & our two lives woven & welded together!” – Tradução: ” Querida Livy, eu sou grato – mais grato do que nunca – que você nasceu, e que o seu amor é meu e nossas duas vidas foram tecidas e soldadas entre si!”.

Toda a família se mudou para Hartford no ano de 1871, onde permaneceram por mais de 17 anos, morando na mansão de três andares e dezenove quartos, feita com tijolos vermelhos, na qual o tour foi realizado (primeira foto do post). Mark Twain dedicou a maior parte da sua vida ao seu trabalho e, principalmente, a sua família – que se desintegrou mais cedo do que esperava, pois perdeu sua esposa e três filhas de formas súbitas entre os anos de 1872 e 1909. Depois de publicar mais de 35 livros, Twain faleceu em 1910. O autor costumava dizer que assim como veio ao mundo com o cometa Halley, iria embora junto com ele. De fato, o Halley passou um dia antes de sua morte. Algumas coincidências são de arrepiar!

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“Eu vim ao mundo com o cometa Halley, em 1835… e espero ir embora junto com ele” – Mark Twain

Saí do museu feliz da vida e morrendo de fome, com vontade de comer COMIDA de verdade, comida brasileira, comida de mamãe (aí já é pedir demais né rs). Joguei o endereço do restauranre brasileiro que temos em Hartford no GPS e o tempo estimado para chegar lá era de 4 minutinhos, então foi lá mesmo que eu fiz a festa! Só de escrever sobre isso dá vontade de voltar lá… que delícia de comida!!! Enquanto eu almoçava, o garçom, simpatia em forma de brasileiro, ficou puxando assunto comigo o tempo todo… sinto falta de gente assim por aqui! O engraçado de falar em português aqui é que vira uma mistura muito louca no meu cérebro… estamos conversando e, se eu não entendo algo, ao invés de falar “o quê?”, me sai um “what?”… ou, na hora de concordar com algo, ao invés de falar “sim”, me sai um “yeah”, e assim eu vou pagando mico… rs

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Restaurante brasileiro “Brazil Grill”, em Hartford

A noite, o Tommy veio me pegar em casa e fomos jogar maaaaaaais beer pong na casa do nosso amigo! Foi bem divertido, tô ficando CRAQUE! HAHA 😛

Tive que trabalhar no domingo, então não foi lá aquelas coisas né… não vou nem comentar!

Comecei essa semana de TPM, meio chateada, com saudade, me sentindo muito só… quase toda noite eu só queria deitar na minha cama, afogar a cabeça do travesseiro e chorar dormir, para ver se eu parava de pensar um pouco no Brasil. Mas aí comecei a lembrar de tudo o que passei para chegar até aqui, de tudo o que vivi e ainda quero viver de novas experiências… e de tudo o que aprendi até agora. Então meu coração começou a dar uma aliviada. Em um dos dias que eu estava mais borocochô, meu amigo Tommy resolve me dar um presentão que ele estava planejando já há algum tempinho… um vídeo com mensagens da minha familia! Avó, tios, primos, irmã… todos falando um pouquinho e mandando beijos! Faltou mensagem de algumas pessoas (pai, irmão, márcio, outros tios), mas mesmo assim o vídeo encheu meu coração de alegria (e meus olhos de lágrimas, of course!). Hoje já estou mais animada, e não só por ser sexta-feira… mas porque amanhã é O DIA! Vou acordar 5h da matina, pegar as minhas amigas em suas respectivas casas e me mandar para Cambridge! Vai ser o terceiro passo do processo de matrícula em Harvard, onde descobriremos em que turma iremos ficar, salas, e alguns outros detalhes. Acho que não vou conseguir dormir esta noite! Minha host mom estudou lá, então ela imprimiu um mapa e me explicou mais ou menos como faço para chegar até o Science Center e tal. Super fofa me ajudando!

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Mapa de Harvard… bem pequenininha, assim como a USP! 😛

Geeente, vou parar por aqui antes que eu passe o resto do dia escrevendo… tô criando coragem para a minha sagrada corrida matinal!

Beijos e até o próximo post!