Vida pós-rematch e viagem para Seattle

Hoje foi um daqueles dias que só acontecem uma vez no mês, que a doida acorda no corpo de amélia turbo e sai varrendo a casa toda, banhando criança à força, lavando louça, cozinhando feijão, e mesmo depois de ficar off, resolve fazer o jantar dos hosts, sobe e desce ladeira de bicicleta por uma hora e quando volta, ainda hidrata o cabelo, faz as unhas e pensa… bem que eu podia atualizar o blog, né? Deixa eu respirar primeiro… oof. Nunca fiquei tanto tempo sem escrever aqui e não tenho sequer um post planejado, só vou tentar contar um pouco de história, resumindo o que se passou desde quando cheguei na minha nova host family.

Dias difíceis, tenho que dizer. O ambiente aqui é, digamos, consideravelmente mais louco do que na outra casa no que diz respeito a trabalho. É por isso que dizem que não existe família perfeita pra uma au pair: na outra host family, o trabalho era menos puxado, nunca tive problemas com atraso de salários, nunca tive problemas com privacidade (pelo menos após mudar para o basement); No entanto, a host era uma bruaca, o host um banana, eu trouxa, e ninguém dava a mínima para a minha existência naquela casa – nunca escutei um “muito obrigado pela sua ajuda” em todo aquele tempo, era só reclamação! Já na minha atual host family, a situação é basicamente a inversa: trabalho MUITO, salário atrasa, a casa está quase sempre virada dos avessos, e tenho pouquíssima privacidade (o banheiro não é só meu e meu quarto fica muito próximo da sala, ambiente que eles passam 95% do tempo livre deles, ou seja – tenho que me preocupar sobre o que eu vou falar no telefone, com o barulho que as crianças e o cachorro fazem, com o que eu vou comer escondido… rs). PORÉM, eles me dão amor e carinho, tudo o que uma intercambista carente precisa.

Minha host se preocupa comigo como uma mãe mesmo e meu host é um amigão. Eles são descontraídos, não tem neurose com coisa alguma, elogiam meu trabalho o tempo todo, sempre frizando o quanto me amam e o quanto gostariam que eu pudesse ficar para sempre. Cozinham pratos deliciosos e adoram quando eu cozinho também – são apaixonados por feijoada, arroz branco, arroz doce, pão de queijo, ou qualquer comida típica brasileira que eu já tenha me atrevido a preparar. Estão sempre interessados na cultura do Brasil; Me enchem de perguntas sobre o nosso país, assim como também me ensinam muito sobre a cultura americana. Meu host é Australiano e compartilha várias curiosidades sobre o seu país também – foi aqui que eu descobri que a Austrália tem muito mais semelhanças com o Brasil do que eu imaginava. Já tiveram momentos em que ficamos os três na sala, tomando vinho e assando biscoitos australianos com geléia de uva, conversando sobre a vida e dando risada… tão bom! Aqui me sinto realmente parte da família. Eles queriam que eu fizesse a extensão com eles e, como todos sabem, eu ainda estava naquela dúvida se ficava ou voltava pro Brasil. Quando eu os disse que me sentiria limitada ficando aqui por mais de um ano, pois ainda estaria trabalhando como au pair, eles ofereceram uma ajuda financeira maior para os meus estudos e para encontrar uma boa faculdade com um curso na minha área de interesse. E quando eu finalmente tomei a decisão de voltar pro Brasil, contei pra minha host e os olhos dela se encheram de lágrimas. Ela me abraçou, e disse que apesar de ser difícil, ela entendia minha decisão. Meu host ficou evidentemente magoado também, e eu disse que só esperava que isso não mudasse a nossa relação. E não mudou mesmo, pois eles nunca me trataram diferente em momento algum.

Eu amo esta família, de verdade, e sei que muitas vezes temos que suportar os “contras” associados à cada decisão que tomamos na vida. Quando me questiono se fiz a coisa certa ao ter feito este match, sempre chego à conclusão que sim. Acredito que tê-los encontrado serviu para me mostrar uma perspectiva diferente de uma família americana e seu modo criar os filhos, e também de uma forma mais leve e saudável de levar a vida, com mais entusiasmo, menos preocupações; Menos luxo, mais amor. Por outro lado, por conta do stress do ambiente nas horas de trabalho, acabou me trazendo a certeza de que já havia chegado no meu limite de trabalho com crianças e que já era hora de voltar pro Brasil. Coloquei também outras razões na balança: já estou super satisfeita com meu inglês, já conclui os cursos que eu pretendia fazer, já conheci boa parte dos lugares que planejava conhecer. Sinto que a missão intercâmbio já foi cumprida. Agora é hora de viver os dois meses que me faltam aqui (um trabalhando e outro viajando, pois todo intercambista com o visto J1 – estudo e trabalho – tem direito a 30 dias extra nos EUA para viajar após a expiração do mesmo) e fechar esta etapa MARAVILHOSA da minha vida. Pausa para secar as lágrimas… rs

Agora vamos falar das coisas realmente boas da vida de uma au pair… viagens, of course! Logo nas primeiras semanas aqui em Portland, sabendo da curta distância até Seattle, já comecei a planejar uma weekend trip pra lá. Fui de ônibus (3,5h de viagem) na sexta à tarde e voltei domingo à noite. Fiquei hosperada no Hostel Green Tortoise, o qual super recomendo; Foi a minha primeira experiência em hostel e fiquei simplesmente encantada. Não estava esperando uma recepção tão boa, um café da manhã tão completo, tampouco a privacidade que tive mesmo estando no topo de um beliche de um quarto com outras cinco meninas. Tive o meu próprio armário (esqueci o cadeado, mas GANHEI um novinho na recepção – eles custam $5, mas o recepcionista simplesmente resolveu me dar), cada cama tem uma suas próprias tomadas, luminária e uma cortininha ao redor… e até um mini ventilador particular pendurado na parede! Não que fosse necessário naquele momento, pois ainda era inverno e chegou até a NEVAR em Seattle (algo extremamente raro na cidade) mas deve ser super útil no verão, né? Haviam vários banheiros em cada andar, bem espaçosos e limpos. Wi-fi free, que não pegava no meu quarto (apenas no common room, que é uma área com cadeiras, sofás e TV, para a galera conversar e se conhecer), mas isso não foi problema pra mim, pois só ia pro quarto na hora de dormir mesmo. Enfim, adorei tudo no hostel, a qualidade superou as minhas expectativas diante do preço que paguei pelas duas noites – apenas $75. Nota DEZ!

A primeira parada que fiz quando cheguei foi na grande torre de observação que a cidade tem como maior símbolo, Space Needle. Vista panorâmica da cidade num fim de tarde, horário estratégico para fotografar a vista em diferentes perspectivas: luz do dia, por do sol e anoitecer. No dia seguinte, fui conhecer o Kerry Park, onde há a vista perfeita de Seattle e do Mount Rainier, usada como principal cartão postal da cidade. Fiz também um rock tour pela cidade, conheci os bares que Nirvana e Pearl Jam costumavam tocar (incluindo The Moore, onde gravaram o clipe de “Even Flow” do PJ, e o Re-bar, onde ocorreu a festa de release do álbum “Nevermind” do Nirvana). Conheci o Volunteer Park, onde fica a escultura “Black Hole Sun” que serviu de inspiração para Chris Cornell escrever a música de mesmo nome para a sua banda Soundgarden; Como estava relativamente perto do cemitério onde Bruce Lee está enterrado ao lado do filho Brandon, resolvi parar para ver também; Conheci bares e diferentes lugares onde o filme grunge “Singles” foi filmado; Passei pelo bairro onde Jimi Hendrix morou durante sua infância e parte de sua adolescência, a escola onde estudou, seu túmulo e memorial, e por fim a sua estátua em uma das avenidas de Seattle; Fui até à casa onde Kurt Cobain morou com Courtney Love (e onde foi encontrado morto em abril de 1994) e vi de perto o memorial bench que criaram para ele no lado externo, em que encontrei mensagens e flores dos fãs (mesmo após 20 anos); Passei pelo Linda’s Tavern, um pub no bairro de Capitol Hill, onde Kurt foi visto pela última vez antes do seu suicídio. Mais tarde, parei no EMP Museum para checar as exposições dos objetos pessoais do músico e do restante da banda e aprender um pouco mais sobre a história deles. Nas horas seguintes, caminhei pelo famoso Pike Place Market, parei na primeira Starbucks fundada no mundo (fila enorme, dispensei o café), conheci Gum Wall, outra grande marca de Seattle: uma parece cheia de chilete (disgusting, eu sei, mas interessante) e fechei a noite no Hard Rock Café (só para ver as exposições de guitarras do PJ, Foo Fighters e Alice in Chains mesmo, depois fui jantar no Subway da esquina por 7 doletas. @aupoor HAHA).

 

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Space Needle – Tarde

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Space Needle – Por do sol

 

 

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Space Needle – Anoitecer

 

 

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Vista de baixo

 

 

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Gum Wall – Parede de chiclete

 

 

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Gum Selfie 😛

 

 

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Kerry Park

 

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Guitarra, mala e camisetas do Kurt

 

 

 

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Suéteres, guitarra e disco do Kurt

 

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EMP Museum

 

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Kurt’s Memorial Bench

 

 

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Kurt’s Memorial Bench

 

 

 

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Kurt’s House

 

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Black Hole Sun – Space Needle no meio

 

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Bruce e Brandon Lee

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Túmulo Jimi Hendrix

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Memorial Jimi Hendrix

 

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Jimi Hendrix’s Statue

 

 

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Bar muito frequentado por Kurt e Andy Wood

 

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Primeira Starbucks do mundo

 

Dia seguinte, Seattle já coberta em neve, transporte público funcionando à velocidade de tartatuga, ainda me aventurei à cruzar a cidade para ver o troll de Fremont. Não consegui fazer muito mais que isso porque não teria tempo suficiente até o horário de pegar o ônibus de volta pra Portland. Mas fiz 99% das coisas que eu queria, só ficou faltando o Discovery Park, onde foi filmado o clipe de Hunger Strike, que além de ser muito distante de onde eu estava (não daria tempo), o parque fica na praia, o que significa que o frio é 150% mais congelante lá. Ficou pra próxima, então!

Essa foi a melhor trip que já fiz nos EUA até agora, sem sombra de dúvidas. Mesmo depois de ter conhecido a California não mudei de ideia. Seattle conseguiu roubar o lugar de New York City no meu coração. Quando lembro de cada detalhe da cidade, cada momento que vivi… sentimento inexplicável. Não consegui ficar chateada nem quando começou a nevar na noite de sábado! Coloquei minhas botas de neve (e quase levei dois capotes mesmo assim, só para variar), minha ultra warm jacket e saí pra “passesquiar”. Bem desconfortável, mas OK, a neve torna qualquer paisagem linda e isso é indiscutível. Por algum motivo me senti segura e feliz naquela noite, não queria voltar pra Portland nunca mais.

 

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Saturday night – Começando a nevar…

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Fremont Neighborhood

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Fremont Troll

 Pra não deixar o post longo, resolvi falar sobre a viagem pra California no próximo post, que já comecei a escrever, mas não pretendo terminar hoje porque a coragem não tá pra tanto agora… rs

Beijos e até breve!

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“The Dream of the 90’s is Alive in Portland…” ♫

Posso dizer que do último post pra cá, minha vida simplesmente virou do avesso e ninguém deve ter entendido bulhufas do que aconteceu comigo! Eu estava até que contente com minha (ex) host family naquele momento, ainda atormentada pela indecisão sobre extensão do programa (isso não mudou ainda) e sobre o que fazer da minha vida. Pois é, na semana seguinte voltei a ter alguns problemas com meus hosts, e simplesmente explodi, desisti, joguei pro alto, chutei o pau da barraca, broke bad, sei lá o que mais serve pra definir o que aconteceu comigo. Eu estava de saco completamente cheio de determinados comportamentos e regras. Decidi pensar mais em mim, tomei coragem, chamei o host pra conversar e disse que queria sair da casa deles o quanto antes (ainda me ofereci para ficar até acharem alguém para me “cobrir”). Dei uma chorada básica na hora de me despedir dos meus mostrinhos amados, aqueles que me deram força para ficar naquela família por nove meses, e outra chorada básica na hora de fazer as malas, claro, me questionando porque me deixei levar pelo consumismo (agora vocês podem rir dos meus posts anteriores esbanjando deslumbramento com os preços baixos dos EUA). OK, não pretendo e nem tenho espaço para explicar todos os motivos pelos quais decidi pedir rematch/troca de família, mas posso dizer que, de qualquer forma, tudo que foi vivido durante os nove meses em Connecticut está guardado em mim, entre altos e baixos, na bagagem que levarei pra minha vida com esse intercâmbio. Tudo foi experiência, aprendizado, amadurecimento e, claro, muitos momentos felizes também. Mais uma vez, arrependimento é algo que não existe mais na minha vida. Tudo valeu a pena. Now it’s time to carry on! 🙂

O meu processo de rematch durou apenas uma semana. Conversei com 11 famílias no total, de várias partes dos EUA, entre New York, North Carolina, Pennsylvania, New Jersey e Oregon. Por mais que tenha parecido loucura para muita gente, resolvi fechar com a de Oregon, do outro lado do país, porque bateu o famoso feeling pré-match de toda au pair. Achei os pais muito legais, a schedule sensacional (das 7h às 16h), com carro só pra mim e, principalmente, por não trabalhar aos fins de semana (muitas weekend trips planejadas já). Claro que eu também tinha uma puta vontade de saber como era morar na costa oeste dos EUA, entre a Califórnia e do estado de Washington, numa cidade tão excêntrica e “cheia de personalidade” como Portland, a capital de estado de Oregon. E é exatamente dela que vou falar no post de hoje!

Aqui estão as nove principais curiosidades sobre Portland que aprendi nestas duas semanas e que separei em tópicos para organizar o post e facilitar a leitura:

1. Portland “Verde”

Descobri que Portland lidera o ranking de cidade mais ecológica dos Estados Unidos, uma vez que metade do consumo de energia é gerada por usinas geotérmicas e hidrelétricas, que são fontes renováveis. O centro de Portland é interligado por um bonde GRATUITO que esquadrinha a cidade sobre trilhos. Grande parte dos trabalhadores se desloca de bicicleta (a cidade chega a ganhar prêmios de associações de ciclistas devido ao grande número de adeptos à bike) ou transporte público, independente da chuvinha fina e frequente, característica da cidade. É por isso que Portland é uma das poucas cidades norte-americanas que conseguiram reduzir suas emissões de carbono.

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Ciclo via em uma das ruas centrais de Portland, evidência da importância dos ciclistas na cidade

2. Campanha “Mantenha Portland esquisita” (Keep Portland Weird)

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É essa a mensagem de um slogan frequentemente visto nos muros ou colado nos para-choques dos carros aqui na cidade. Como já disse um dos personagens da série Portlandia, que comecei a assistir no Netflix ontem (e estou adorando), Portland é o lugar “onde os jovens vão para se aposentar”. .Morar nessa cidade é como se transportar para a vida nos EUA dos anos 90. Um lugar completamente retrô, com política de conservação de edifícios históricos e proibição da instalação de megalojas (como Walmart) no perímetro urbano. Entre uma caminhada e outra, ainda encontramos teatros do tempo do cinema mudo. Ah, falando em cinema, foi a esquisitice de Portland que atriu e tem atraído grandes cineastas. Descobri nesta semana que a cidade serviu de cenário para os clássicos O Iluminado (Stanley Kubrick), e Um Estranho no Ninho (Milos Forman), dois dos meus filmes favoritos, ambos estrelados por Jack Nicholson. Também descobri que até o produtor de Simpsons nasceu neste lugar e foi nele que se inspirou para criar a cidade do desenho, escolhendo o nome de Springfield por esta ser uma cidade bem próxima de Portland.

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Hollywood Theater

E é justamente a esquisitice de Portland que encanta tanto as pessoas. Dá para imaginar o choque cultural de sair do limpo e certinho estado de Connecticut e vir parar aqui, né? Ainda estou tentando assimilar as diferenças, fazendo o possível para abrir a minha mente e enxergar toda a excentricidade pela qual a cidade é conhecida. Entre alguns fatos bizarros que marcam o dia a dia da cidade e viram piada na série de TV, estão os anúncios sobre um frango desaparecido com oferta de resgate que já foram uma vez distribuídos, ou o homem no meio da rua com a máscara do Darth Vader pedalando um uniciclo e tocando gaita, entre outras coisas…

3. Diversidade de cervejarias e culinária

Também já aprendi que Portland é muito conhecida pela grande quantidade de cervejarias e alambiques espalhados pela cidade, maioria artesanal, com grande quantidade de rótulos. Meus hosts são chegados numa cervejinha e manjam muito disso, então já tive aulas e mais aulas sobre o assunto. Diversos festivais ou eventos dedicado a cerveja ocorrem durante o ano, entre eles o Oregon Brewers, onde cerca de 80 cervejarias artesanais do mundo se reúnem oferecendo degustações pagas. Uma das cervejarias locais de Portland, Hopworks Urban Brewery, teve o seu chope eleito como o melhor do mundo (e foi a mesma cervejaria que criou a bicicleta que consegue transportar 2 barris de chopp, e ainda conta com uma bolsa térmica para carregar uma pizza tamanho família). Eu, que agora sou uma apreciadora-com-muita-moderação da cevada, achei muito interessante conhecer um pouco mais do assunto e descobrir que a cidade dispõe de grande playground “bebedrômico” para nós. O quesito gastronômico também não fica atrás quanto à diversidade, viu? No centro da cidade, encontramos vários Food Carts, carrinhos de comida, tipo trailer, das mais variadas nacionalidades. Eles são super tradicionais e aparentemente atraem muitos clientes. Já encontrei culinária do Vietnã, Grécia, Bósnia, Tailândia, Alemanha, Turquia… e muitos restaurantes japoneses e mexicanos.

4. Cidade dos livros

Se você é apaixonado por livros como eu, com certeza se perderia na Powell’s, considerada a maior livraria independente do mundo – só em Portland, há seis filiais. Eu fui na loja do centro, que é chamada “Cidade dos Livros”, por conta dos seus seis mil metros quadrados e mais de um milhão de livros novos e usados, organizados em 122 seções. Um verdadeiro labirinto que ocupa todo um quarteirão! Tive que pensar nos 11 livros que insisti em trazer comigo de CT e que pesaram bastante nas malas para me controlar e não comprar mais. Deslumbrante!

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Entrada da Powells no centro de Portland

5. Zona Franca, Taxa ZERO!

Já havia me acostumado a comprar tudo por um precinho um pouco mais salgado do que o da etiqueta quando morava em New England, por conta das famosas taxas. Quando cheguei aqui em Portland, descobrir que as taxas simplesmente NÃO EXISTEM! Ah, seu eu soubesse disso, não teria dado 500 preciosas doletinhas para trazer minhas tranqueiras… comprava tudo novo por aqui mesmo! Já vi calças jeans por $6 na ROSS. Ó dó de mim! Agora já era né, Dedéia está no projeto controla espaço e dinheirinho. Nada de compras em 2014!

6. Comportamento ultraliberal

Os moradores de Portland votam nos democratas, elegeram um prefeito assumidamente gay e mantêm clínicas de distribuição de Cannabis sativa com fins medicinais.

7. Paixão por artesanato

Aos fins de semana, músicos e artistas de rua animam os visitantes que circulam no maior mercado a céu aberto de trabalhos manuais dos Estados Unidos, conhecido como “Saturday Market”. Há de tudo um pouco: pinturas, esculturas, roupas e bijuterias, tipo a feirinha da República de São Paulo.

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8. Mt Hood

O maior símbolo de Portland é, sem dúvidas, o vulcão adormecido Mt Hood, ponto mais elevado do estado de Oregon, e onde encontramos uma das mais bem equipadas estações de esqui do noroeste do país, que tive a oportunidade de conhecer fim de semana passado. O caminho que percorremos até alcançar a estação de esqui é simplesmente FABULOSO. Tenho certeza que, até o momento, foi o lugar mais lindo que já visitei na minha vida. Programa de inverno imperdível para os moradores de Portland, pois fica a apenas 75km da cidade (levamos cerca de 1,5h dirigindo, apenas).

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No caminho pro Mt Hood Skibowl… Vista inacreditável!

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Um “close” do Mt Hood!

9.  Cidade das rosas (e pontes!)

Portland é conhecida como cidade das rosas desde em 1905, quando foram plantadas roseiras ao longo de trezentos quilômetros de ruas da cidade, tudo. por conta do clima e terreno privilegiados para a produção de flores (clima que Portland compartilha com a maioria das Ilhas Britânicas, grande parte da França, o norte da Itália e algumas áreas do Japão). O International Rose Test Garden, no Washington Park, é o mais antigo jardim do gênero (fundado em 1917), destinado a testar novas espécies de rosas, tem mais de sete mil roseiras que representam cerca de 550 variedades. Estou à espera da primavera para fazer a minha visita!

A cidade também é famosa por ter cerca de 11 grandes pontes que cruzam o Willamette River, como a linda St John’s Bridge da imagem abaixo.

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Sj John’s Bridge – Foto retirada da internet para ilustrar

Por hoje é só, gente! Post resumido e focado no meu aprendizado sobre a história da cidade. Estou bem sem coragem de falar da minha vida, o que não sei exatamente se é algo bom ou ruim. Como já disse, sigo na indecisão voltar pro BR ou ficar mais um tempo nos EUA… e meu prazo tá ficando cada vez mais aperto. Já entendi que o melhor remédio pra indecisão é um mix entre CORAGEM e RISCO, porque ficar medindo as consequências da escolha só dá um nó na cabeça, não é verdade? Enfim, decisões-mistérios do próximo capítulo… mal posso esperar pra descobrir no que vai dar rs

Beijos!

Natal, Aniversário e Ano Novo nos EUA

Por alguma razão, o natal 2013 passou e eu nem senti. Apesar de ser mais um feriado entre os mais importantes para os americanos e, por mais que digam que o natal nos EUA seja uma grande magia, confesso que não senti nem 1/3 disso. Talvez minhas expectativas estivessem muito altas, ou talvez eu não estivesse muito no clima, por ter me desentendido um pouco com a minha host family. Ou quem sabe tenha sido mesmo a questão de estar longe da minha família, não sei o que deu em mim! Não vou dizer que foi ruim, foi até bem legal e diferente, só não tocou meu coração como alguns outros feriados daqui (como o 4th of July, por exemplo).  Mas agora eu entendo por que o natal daqui é considerado um dos mais iluminados do mundo! Incrível! Não apenas as praças, ruas e locais públicos são decorados com muitas luzes, sinos, laços e enfeites de vários tipos e cores; As casas e os jardins particulares também preparam um show de iluminação com gigantes árvores de natal, papais noéis em seus trenós, enfim, uma coisa mais linda que a outra! Parece até que existe uma certa competição entre os vizinhos para ver quem arrasa mais no negócio.

Em meados de dezembro, pude também conhecer Nova Iorque na época do Natal. Fui encontrar minha irmã lá e turistamos durante o dia inteiro, então deu para ver boa parte da decoração da cidade. Tiramos muitas fotos e lembramos das cenas do filme “Esqueceram de Mim II – Perdido em Nova Iorque”! rs DEMAIS! Como eu AMO essa cidade!

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Natal em Nova Iorque

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Natal em Nova Iorque

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Natal em Nova Iorque – Rockfeller Center Christmas Tree

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Natal em Nova Iorque

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Natal em Nova Iorque

Algumas regiões de Connecticut, como a cidade onde moro, são menos iluminadas que as outras devido à grande população de famílias judaicas, que não comemoram o natal. Já na região de Guilford e Madison, onde o Tomy mora, há uma maior quantidade de famílias católicas, o que indica não só uma maior decoração natalina, mas também muita gente seguindo a tradição cristã de colocar uma vela acesa em cada janela da casa, o que é lindo de se ver. Além da decoração externa, há também o interior repleto de adornos verde e vermelho, com algumas curiosidades que não estão presentes na cultura brasileira – ou se estão presentes, pelo menos não são muito comentadas. A árvore de natal, por exemplo, é nada menos que um pinheiro de verdade, escolhido e cortado pelas próprias famílias, em uma das “fazendas de árvores de natal” distribuídas pelas cidades nesta época do ano; Meias de natal são penduradas na lareira com o nome da cada membro da família, para que o papai noel possa enchê-las de presentinhos e coisas boas; Os pais lêem o livro do “Elf on the Shelf”, ou “Elfo na Prateleira” para as crianças e batizam o Elfo (que geralmente é vendido junto com o livro) com um nome especial. Uma vez apresentado às crianças, o Elfo vira parte da família e aparece todo ano na época do natal, sendo por eles considerado um ajudante especial do papai noel, encarregado de observar o comportamento das crianças durante o dia e reportar todos os detalhes do que viu para o papai noel à noite, quando voa de volta ao Pólo Norte. Todas as manhãs o Elf aparece num lugar diferente, seja pendurado no teto, na maçaneta, na geladeira, na TV, etc, obviamente manipulado por nós adultos. rs Achei super interessante e divertido!

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Elf on the Shelf daqui de casa em mais um lugar inusitado

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Natal em Connecticut

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Natal em Connecticut

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Natal em Connecticut

Uma outra diferença é que a comemoração aqui é feita somente no dia 25, sendo o dia 24 um dia comum. Enquanto todo mundo enchia a caneco no Brasil, eu convenci o Tommy a irmos a um restaurante japonês (ÚNICOS restaurantes abertos na véspera! Foi a primeira vez que vi este país parar de verdade – comércio todo fechado) e a alugarmos um filme para ver em casa, só para não passar em branco. Ainda na noite do dia 24, com ajuda das crianças, os pais deixaram uma caneca com leite e alguns biscoitinhos em um prato para que o papai noel comesse quando viesse deixar os presentes! Já perceberam que eles levam tudo isso muito a sério, né? Achei super legal, farei tudo isso com os meus filhos!

As crianças abrem as toneladas de presentes que estavam sob a árvore na manhã do dia 25 e, geralmente na parte da tarde/noite, as famílias se reunem para a Ceia Natalina. Na minha casa, fizemos apenas um jantar entre nós (meus host parents e as crianças), sendo o meu namorado o nosso único convidado especial. rs Todos amaram a receita típica brasileira que resolvi preparar para a nossa sobremesa: brigadeiro! Ganhei 200 doletas de presente de natal dos meus hosts e também um porta retrato (será que eles viram que eu colei a foto com Mommy e Daddy na parede do lado da minha cama? rs)  PRESENTÃO, fiquei super feliz! 😉

Bom, passando o natal, sempre vem a data mais importante do universo, o meu aniversário, claro! Hihi Este ano completei meus 22 aninhos trabalhando quase o dia inteiro, mas com uma comemoração AWESOME no fim do dia! Primeiro minha host family me aparece com um bolo lindo, cantando Happy Birthday To You (vontade incontrolável de bater palmas, ahhhhh) e com dois presentes que eu adorei: um livro sobre fotografia com várias técnicas e dicas importantes e um acessório para pendurar na minha câmera. Depois disso, o Tommy foi me pegar para dormir na casa dele, pois eu estaria de férias pelos seis dias seguintes. Quando abro a porta, fui surpreendida com balões e enfeites pela casa inteira e um segundo bolo de aniversário, com mais “Happy Biiiiiirhtday to Yoooou…”.  E eu toda preocupada pensando que meu aniversário seria um desastre por estar longe de casa. Foi tudo uma delícia! E como o sr. Tomas adora me fazer uma surpresa atrás da outra, não parou por aí! Havíamos planejado um jantar à dois para o sábado 28, ainda como uma comemoração complementar do meu aniversário. Tentei chamar alguns amigos, mas não obtive resposta de nenhum deles, então imaginei que todos estivessem trabalhando ou viajando, e acabei aceitando a ideia de um jantar a dois. Chegando no bar-pizzaria (que a propósito é um dos mais conhecidos dos Estados Unidos por causa da famosa pizza de purê de batata), fui novamente surpreendida, desta vez por todos os meus amigos me esperando em uma mesa enorrrme! E eu não desconfiei de ABSOLUTAMENTE nada, ou seja: expectativas 100% superadas quanto ao meu aniversário, do início ao fim das comemorações! Foi uma noite  MUITO divertida. Sem dúvidas, este foi o aniversário mais especial da minha vida 🙂

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Primeira surpresa!

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Segunda surpresa!

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Terceira Surpresa!

E para concluir o ano de 2013, já que acabei não viajando nas minhas férias (por causa dos preços altos das passagens aéreas e hotéis e, principalmente, por causa do frio), teimosa que sou, decidi passar o reveillón na Times Square, mesmo com todas as críticas à superlotação e ao frio… A ideia de passar o meu primeiro reveillón dos EUA em casa, no meu (possivel) unico ano de intercâmbio, estava me deixando nervosa! O Tommy não queria ir porque a família dele preparou uma festa para a virada, então resolvi ir sozinha mesmo e acabei encontrando umas amigas lá. E foi super divertido, sim! Claro que todos tinham razão: na TV tudo parece maravilhoso e na realidade é tipo uma Virada Cultural de SP, só que sem os arrastões. rs Mas ainda assim, valeu muito a pena pela experiência. Não me arrependo nem mesmo um pouquinho!

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New Year’s Eve – No Quinns da 44th St. Obrigada pela companhia, meninas! ❤

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New Year’s Eve  – Após a queda da bola, à meia noite

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New Year’s Eve – HAPPY 2014!

Comecei o ano já muito aflita, sabendo que faltam quatro meses para o meu primeiro ano de au pair acabar! Já recebi e-mail da diretora de área da minha agência, perguntando sobre a extensão do programa ou sobre a solicitação do meu voo de volta para o BR. Ainda NÃO decidi o que fazer, dá pra acreditar? Minha cabeça dói só de pensar nisso. Quero muito voltar para o Brasil (até porque, aqui entre nós, estou de SACO CHEIO de criança), para o meu cantinho, para a minha família. Quero muito começar a construir a minha carreira, encontrar um emprego legal na minha área de formação, ganhar dinheiro, viajar muito pelo meu país. Mas o medo da readaptação é enorme! Eu também amo os Estados Unidos, amo a beleza de cada pedacinho desse país; amo o baixo custo de vida (leia-se “poder comprar quase tudo o que eu quero até com salário de au pair”), amo a organização, o idioma, a segurança, as mil oportunidades de trabalho na minha área, e principalmente, amo muita gente que mora aqui! Assim como eu amo o Brasil e muita gente que mora lá… Mas ficar aqui como au pair não rola. E se for não for como au pair, existe toda a questão burocrática do visto (solicitação para mudar meu status pra estudante e poder permanecer por mais tempo), validação do meu diploma, busca de um lugar pra morar, busca de um emprego bom, concorrendo com muitos nativos. Não é fácil. Já tentei colocar tudo isso na balança e mesmo assim ainda não sei para que lado seguir. Tô esperando por um milagre! E estou TOTALMENTE aberta para conselhos e ajuda de qualquer tipo, obrigada! 😛

Chega de escrever por hoje, né? Estava com saudade desse blog! Quero voltar a atualizá-lo com mais frequência. Acho digno escrever um post exclusivo sobre o inverno e sobre a danada da neve – algo que eu aprendi a odiar, apesar da sua “lindeza”. Espero que esse espírito escritor baixe em mim com mais frequência nos próximos dias para que eu possa explicar as curiosidades sobre o inverno nos EUA com muitos detalhes.

Beijos e até breve!

Thanksgiving, Black Friday e Weekend Trip

Eu sei que prometi fazer um segundo post sobre o Halloween, para comentar sobre as festas e sobre o trick or treating, mas muitos de vocês sabem bem como é fim de semestre! Procurei tempo e coragem, eu juro, mas não deu! Não vou escrever sobre isso agora, pois já é tarde demais para retroceder… é quase NATAL, minha gente! Inacreditável como o danado desse tempo voa mesmo. So let’s move on!

Um dia após o Halloween, os americanos já começam a se preparar para o Thanksgiving (Dia de Ação de Graças), um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos, observado como um dia de gratidão pelos bons acontecimentos do ano e comemorado na última quinta-feira de novembro. A maior tradição deste feriado é a celebração em FAMÍLIA, com MUITA fartura gastronômica, em que o Peru é o astro principal (por isso também é conhecido como Turkey Day – Dia do Peru), acompanhado de milho, ervilha, purê de batata, batata-doce, tortas de abóbora, maçã, cranberry, blueberry… entre muitas outras delícias. Achei bastante semelhante a forma como nós brasileiros celebramos o natal no nosso país. Após a refeição típica, grande parte dos americanos assiste a um jogo de futebol americano, costume que teve início entre as décadas de 20 e 30, quando o esporte começou a ganhar popularidade aqui nos EUA.

Todo o ano, na véspero do feriado, o atual presidente dos EUA ganha um peru para servir a refeição celebrativa da Casa Branca, tradição que foi iniciada há 66 anos e que continua até hoje. Apenas a partir do governo de George Bush pai, em 1989, é que os presidentes resolveram adotar a tradição de “conceder o perdão” ao coitado do peru, deixando-o escapar do destino de outros 46 milhões de perus servidos na data. Neste ano, cumprindo a ritual, Obama perdoou simbolicamente dois perus, Caramelo e Pipoca (um oficial e outro reserva, para casos de fuga do oficial, como aconteceu em 2011 rs), e os enviou para a Disneyland, na Califórnia, onde foram destaques nos desfiles, e onde agora vivem em liberdade.

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Presidente Obama concedendo o indulto ao peru oficial

Ah! Falando em desfiles… assim como quase todos os feriados dos EUA, o Thanksgiving também é muito conhecido por suas grandes paradas. A mais popular é a da Macy’s, lançada no ano de 1924 em Nova Iorque, onde colocam em circulação IMENSOS balões de ar quente pela cidade, com as imagens de centenas de personagens do mundo infantil (como Mickey, Shrek, Bob Esponja, Hello Kitty, Pikachu, Snoopy, etc). Simplesmente deslumbrante! No final da parada, acontece a chegada do Papai Noel, que marca do início da temporada de Natal.

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Balão do Tio Sam – Macy’s Thanksgiving Day Parade 2013

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Balão Bob Esponja – Macy’s Thanksgiving Day Parade 2013

As escolas das crianças também já começam a decorar os corredores e salas com os perus, penas coloridas e gobble gobble pra todo lado! E também pedem para as crianças levarem objetos ou fotos de pessoas e/ou coisas pelas quais elas são agradecidas. Meu menino mais velho disse que era agradecido por ter uma família (aw *.*) e levou uma foto. O mais novo, bem honesto, disse que era agradecido pelos brinquedos que tem. HAHA

Minha família americana viajou para a casa do lago em New Hampshire para encontrar todos os outros parentes, e me liberou os quatro dias (de quinta-feira à domingo) para fazer o que eu quiser. Fiquei muito feliz! Depois de tantos fins de semana estudando, pude finalmente voltar a fazer uma weekend trip… e prolongada, com direito a dois destinos!

O meu feriadão começou com a aquisição de um dos meus maiores sonhos de consumo, uma câmera profissional da Nikon. Embora a Black Friday teoricamente comece na madrugada da sexta-feira, muitas lojas já lançam os descontos com semanas de antecedência e já começam as vendas logo na quinta-feira. Antes mesmo do jantar de Thanksgiving, eu e o Tomy ligamos para o Walmart e fomos informados que a venda dos eletrônicos se iniciaria às seis da tarde. Chegamos lá pontualmente, entramos na fila, esperamos por alguns minutos – muito aflitos, pois vimos que haviam apenas mais duas caixas da câmera que eu queria – e quando finalmente chegou a nossa vez, a atendente disse “você tem sorte, está levando a última”. Pensa numa menina FELIZ! Agora pense num menino mais feliz ainda por ver a menina feliz! HAHA O Tomy não queria nem colocar a caixa num carrinho de mercado, fez questão de carregá-la nos braços até o momento de pagarmos, com medo que algum louco passasse por nós e “roubasse” a câmera. Achei bastante improvável, mas todo cuidado é pouco, né? Afinal, parte das notícias dos jornais do fim de semana foi sobre as brigas nos mercados e lojas, provocadas por sérias disputas pelos produtos em promoção. Nos últimos anos, já houverem inúmeros casos de discussões, agressões e até troca de tiros, deixando feridos e mortos. Um ABSURDO! As portas das lojas se abrem e você se vê em São Paulo, no trem da CPTM em horário de pico: as pessoas saem correndo para lutar pelos itens, assim como a galera sai no tapa por um lugar pra sentar. Chega a ser cômico (quando não ocorrem tragédias como as que comentei, claro).

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Black Friday aqui nos EUA, não tão pacífica quanto parece (Google imagens)

Após comprar minha Nikon D5100 por $499, que veio com lentes 18-35mm e 55-200mm , fomos para o jantar delícia na casa de uma família de amigos do Tomy. Ficamos até meia-noite, e depois vazamos para fazer compras nas outlets. Comprei mais algumas roupinhas, mas procurei me controlar para não ficar totalmente pobre.

No dia seguinte, eu e Tomy partimos para Atlantic City, que entrou pra lista de destinos que superaram as minhas expectativas! Nunca tive muita vontade de conhecer a cidade, e meus host parents comentavam que não gostavam muito de lá (diziam o mesmo sobre Miami, então resolvi relevar). Resolvemos ir só para não ficarmos de bobeira e para não perdermos a nossa folga, mas acabou valendo muito a pena! Conhecemos os cassinos mais populares, entre eles o Trump Taj Mahal, que tem uma arquitetuta maravilhosa, obviamente inspirada no mausoléu indiano. Dentro do cassino (quem também é hotel), há o bar Ego, onde assistimos o show das Almost Angels, um grupo de mulheres (e mais dois caras) que cantam e dançam as paradas de sucesso do momento aqui nos EUA. Elas fazem um trabalho extremamente profissional, o show é inacreditável!

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Parte externa – Trump Taj Mahal

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Grupo “Amost Angels ” performing – Ego Bar, Trump Taj Mahal

Conhecemos também…

…O memorial da primeira guerra mundial, construído em 1922;

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World War I Memorial

…O maior elefante do mundo, Lucy The Elephant, obra arquitetônica localizada em Margate – NJ (cidade próxima à Atlantic City) e construída no ano de 1881. O elefante tem 19,7 metros de altura, 18,3 metros de comprimento e 5,5 metros de largura, pesa 90 toneladas e é feito de quase um milhão de pedaços de madeira. Já serviu de escritório, restaurante, e taverna, e hoje é uma das grandes atrações turísticas dos EUA, como um bom exemplo da arquitetura excêntrica da era vitoriana;

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…. Broadwalk Hall, também conhecido como o histórico centro de convenções de Atlantic City, onde encontramos o maior órgão do mundo, construído em 1929, com mais sete manuais, duas pedaleiras e mais de 30 mil tubos…

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E outras paisagens adoráveis, apesar do dia nublado e frio…

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Boardwalk Hall

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Boardwalk Hall

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Boardwalk Hall

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E mais cassinos!

…Storybook Land, um parque de diversões especialmente para crianças, com decoração e iluminação incríveis. A noite estava MUITO, mas MUITO fria, e isso prejudicou o nosso passeio, porque o frio já estava causando dor de cabeça e bastante desconforto. Mas aguentamos firme na fila para ver o papai noel (éramos o único casal sem crianças rs), alimentamos os animais, tiramos algumas fotos e depois voltamos para o nosso hotel quentiiiiiinho.

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Storybook Land

E pra fechar a viagem, dirigimos até Philadelphia, que fica a cerca de uma hora de Atlantic City! Realizei o sonho de conhecer os degraus de Rocky, no Museu de Arte de Philadelphia, e acabei ficando mais apaixonada pela cidade.

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Agora a preparação é pro NATAL, a melhor parte do ano! Cidades decoradas, músicas natalinas tocando em todo lugar, e alguns costumes ainda um pouquinho diferentes do que vemos no Brasil. Vou tentar contar tudo no próximo post 🙂

Beeeeeijos!

Halloween Part I – Decorações, fantasias e tradições de outono

Chegou o mês de uma das maiores celebrações típicas da cultura norte-americana! Como boa ex-telespectadora de Sessão da Tarde, passei parte da minha infância e início da adolescência assistindo aos diversos filmes americanos que muitas vezes retratavam as tradições do Halloween e, claro, morria de vontade de viver tudo isso de pertinho. Não só para bater de porta em porta para as famosas “gostosuras ou travessuras” (ou trick or treating, em inglês), mas também por toda a farra com as fantasias e decorações assustadoras. Posso até ter crescido bastante desde aquele tempo até hoje, mas a sensação de estar nos Estados Unidos nesta época do ano e poder ver a preparação minuciosa dos americanos ainda me interessa – e muito! O Jack, meu menino mais velho, A-DO-RA inventar enfeites, então passamos tardes desenhando e colorindo morcegos, abóboras e esqueletos, para cortar e pendurar pela casa. Sem contar com as “luzinhas” em forma de caveiras, fantasmas e abóboras que já estão distribuídas pelo chão, escadas e janelas daqui de casa. Também temos uma aranha gigante enfeitando o corrimão da escada, um imenso calendário-countdown para o dia 31 (com um bolsinho em cada dia do mês, onde colocamos doces – um para cada kid – que eles podem comer todos os dias após o jantar), almofadas com desenhos de bruxas, saleiro em forma de vampiro, pratos e guardanapos laranjas em forma de abóboras, blusas e pijamas de esqueletos e afins! Ah, já ia me esquecendo… Tem a decoração externa, com aranha, abóbora e fantasma infláveis, que iluminam e entrada principal quando escurece, e também abóboras de verdade espalhadas pelo jardim (pois é, abóboras e mais abóboras). Mas já descobri que a minha casa tem uma das decorações mais simples! Tem americano que gasta rios de dinheiro para transformar a própria casa em um lugar mal assombrado. Já vi coisas bizarras dirigindo por Connecticut! Sábado passado, voltando da balada, fui deixar minha amiga em Southington, cidade onde ela mora, e passamos por uma casa que virou um CEMITÉRIO! Caixões e tumbas pra todo lado, corpos e esqueletos jogados no chão ou pendurados nas árvores… sinistro mesmo! Não resistimos e paramos pra tirar foto da propriedade alheia. HAHA Tem muita gente aqui que arrasa na decoração!

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Calendário – Countdown  para o Halloween daqui de casa! É maior do que parece ser na foto, ocupa parte da parede.

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Luzes em forma de abóboras

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Decoração externa – tá faltando a aranha, que colocamos depois!

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Decoração do vizinho à noite – Há vários detalhes que a foto não pegou, mas dá para ter uma ideia!

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Decoração do vizinho de dia!

Até mesmo os supermercados tem uma sessão exclusiva para o Halloween, com muitas opções de enfeites, material para decoração manual e até cartões para dar de presente. E claro, sacos enormes de balas, chocolates e outras guloseimas.

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Halloween Target

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Halloween Walmart

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Halloween Walmart

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Gordices – Halloween Walmart

O mês de outubro aqui nos EUA é uma delícia, não só por causa do Halloween, mas por marcar o início de uma estação linda, simples e muito colorida: o outono! Existem muitos pomares espalhados pelo país, e é algo que americano dá muito valor, principalmente nesta estação do ano. As famílias se programam para colher suas próprias maçãs direto da macieira aos fins de semana (Apple Picking) e para visitar os Pumpikns Patches (um campo repleto de abóboras) para escolher as que serão esculpidas para Halloween. É lá que encontramos as abóboras mais bonitas e por um ótimo preço. No mesmo lugar, há também o Corn Maze, um labirinto de plantação de milho, onde podemos brincar  de “caça ao tesouro” em busca dos dez checkpoints com respostas a uma folha de perguntas que recebemos na entrada. Se encontrarmos todos os checkpoints/respostas e a saída do labirinto, entregamos a folha para os organizadores do Corn Maze e concorremos a $25! hahaha Vale pela diversão, apesar de ser um pouco cansativo. A maioria dos pomares ainda tem uma espécie de mercadinho-lanchonete, onde vendem frutas, tortas, doces e outras comidas típicas da estação. Super legal!

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Jack no Pumpkin Patch

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Landon

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Sydney (não muito feliz ao descobrir que a abóbora é maior que ela)

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E as au pair PIRA nessas plaquinhas pra criança, claro! 😛

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O mercadinho do pomar também vende vários tipos de abóboras artesanais, como estas duas!

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— e mais abóboras!

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Apple Picking

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Corn Maze

Já no fim do mês de setembro, as pessoas começam a pensar nas fantasias que irão usar nas festas do Halloween, que acontecem não só em casas, como eu imaginava, mas principalmente em clubes e baladas, para os “jovens adultos” como eu. rs Neste ano, o dia 31 cai numa quinta-feira, então as festas e baladas estão programadas entre 25 e 27 de outubro, próximo fim de semana (vou comentar mais sobre isso no post pós-Halloween). Para ajudar na escolha da fantansia, temos lojas imensas em cada esquina das cidades, com TUDO que é tipo de coisa. Algumas pessoas compram online e outras preferem lojas físicas, como eu, mas a maioria COMPRA. Procurei aluguel por aqui e encontrei apenas um a loja, mas o preço era quase o mesmo de um novo, então não vale a pena. Já visitei muitas lojas diferentes e experimentei milhões de fantansias: tartaruga ninja, mulher-maravilha, margie simpson, cisne negro, entre outras. E não estranhem as minhas escolhas, porque aqui é assim mesmo: poucas pessoas escolhem fantasias “assustadoras”. A galera também vai de hot dog, hamburguer, pinguim, princesa, super-homem, whatever. Eu já comprei a minha (gastei horrores, que dó), mas escolhi algo relacionado aos filmes de terror porque acho que combina muito mais com a ideia de Dia das Bruxas, né? Vou de par “romântico” com o Tomy! haha ❤ SURPRESA para o próximo post! 😀

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Uma das fantasias que experimentei – “Malvado Favorito” na Spirit Halloween, uma das lojas de fantasias mais famosas daqui! Tô boa? #NOT 

Para fazer valer a troca de culturas, resolvi contar para as minhas crianças sobre o Saci-Pererê, já que agora o dia nacional do Saci também é “comemorado” dia 31 de outubro no Brasil. O mais velho, inteligente que só ele, sempre presta atenção em tudo que eu falo e faz perguntas, perguntas e mais perguntas sobre tudo. Uma das perguntas foi: “como ele perdeu a perna?”. E quem disse que eu sabia responder? Mas que vergonha, miss Andy! Dei uma procurada na internet e descobri que ele perdeu a perna lutando capoeira. E lá vou eu explicar o que é capoeira! 😛

Por hoje é só, gente! Só queria passar uma ideia sobre os costumes associados ao Halloween e ao outono e sobre a habitual estética macabra com a qual as casas americanas são decoradas nesta época do ano. E a melhor parte ainda está por vir: trick or treating, festas e fantasias! Vou contar tudo no próximo post!

Beijos

Um pouco da cultura judaica, da minha vida de estudante e dos últimos acontecimentos

Desde que cheguei aqui nos EUA, tenho aprendido bastante não apenas sobre a cultura americana, mas também sobre as tradições religiosas do Judaismo, bem como feriados, expressões e alguns rituais religiosos, tendo em vista que minha host mom é judaica (assim como o meu amigo Tommy e toda a família dele). West Hartford tem a maior concentração de judeus quando comparada a todas as outras cidades do estado de Connecticut – tanto que, a maioria das escolas entram em recesso nos feriados judaicos (as crianças ficam em casa e sobra tudo pra au pair, uma belezinha – só que não).

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Congregation Beth Israel – Sinagoga em West Hartford, CT

Aprendi que o primeiro mês do ano no calendário judaico (baseado nas fases da lua) coincide com setembro ou outubro do nosso calendário, que é quando o ciclo das festividades começa: primeiro vem o Rosh Hashaná – nome dado ao Ano Novo Judaico, e depois o Yom Kippur (Dia do Perdão), festividade mais sagrada e importante da religião, celebrado 10 dias após o Rosh Hashaná. O Yom Kippur é um dia de jejum e orações, com algumas proibições estranhas do tipo: não fazer sexo, não usar roupas ou sapatos de couro, não tomar banho ou passar desodorantes no corpo, não escovar os dentes (resumindo – dia da porcaria), etc, com o argumento de que, neste dia, devemos esquecer o corpo e dar prioridade à alma. Normalmente, os judeus jejuam desde a véspera da data até a noite seguinte, que é quando acontece a festa. Foi o que aconteceu aqui em casa: O Yom Kippur caiu neste último sábado e toda a família da host veio passar o dia na nossa casa. À noite, teve a celebração com comes e bebes, com alimentos leves (como frango e peixes).

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Minha princesinha pronta para a celebração do Yom Kippur

Um dos primeiros rituais judaicos que conheci quando cheguei aqui nos EUA foi o Bar Mitzvah (para os meninos, aos 13 anos de idade) e Bat Mitzvah (para as meninas, aos 12 anos de idade), que representa a iniciação da vida adulta para os judeus. De acordo com a tradição judaica, é a partir daí que as pessoas tornam-se totalmente responsáveis e prontas para canalizarem sua inclinação para o bem, para ser uma pessoa melhor. Eles fazem uma festa enorme para celebrar, com toda a família e todos os amigos, acompanhada por discursos das pessoas mais próximas do Bar/Bat Mitzvah, parabenizando-os por terem se tornado membros adultos da comunidade judaica. Eu já assisti parte da celebração Bar Mitzvah do Tommy (uma graça de pivetinho), que ele tem gravado em DVD, e até então não tinha a mínima ideia do que isso significava.Uma outra coisa que aprendi neste último domingo foi preparar sopa Matzah Ball. Eu já tinha conhecido através da minha tia Jô (olha você aqui de novo, tia!), mas não lembrava muito bem do sabor, porque experimentei quando era pequenininha. Só lembro que minha irmã odiava e, por essa razão, já havia alimentado um certo preconceito contra as bolinhas. rs

Mas experimentei de novo e amei. Eu e o Tommy resolvemos preparar a sopa para o almoço de domingo e é bem fácil de fazer. A receita leva ovos, água, farinha de matzah, óleo e sal.

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Preparando Matzah Ball Soup. Cortei a minha cara BUNITA de sono para não espantar vocês.

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Sopa pronta! Não parece, mas é bom 🙂

Obviamente existem milhões de outras tradições, as quais ainda não conheci, mas que provavelmente aprenderei futuramente. Talvez muita gente já saiba dessas coisinhas que eu escrevi, mas para mim foi algo completamente novo e achei interessante compartilhar. Para os conhecedores do assunto, me corrijam se eu tiver errada em algum aspecto, se falei alguma besteira. Escrevi com base no meu entendimento!

Estas últimas semanas têm sido bem complicadas para mim, principalmente a última. Os dias se arrastaram, estava CHEIA de trabalhos da universidade para fazer e, para piorar, minhas crianças estavam mais danadas que o normal. Acho que nunca comemorei tanto um sexta-feira, meu coração estava pulando de alegria – mesmo sabendo que teria que acordar cedíssimo para estudar no sábado. As aulas de Harvard são maravilhosas, não posso reclamar. É muito homework sim, mas tudo o que cada aluno lê e escreve é considerado em sala de aula. São muitas discussões sobre a política e economia dos EUA e sobre racismo e preconceitos em geral, por conta do aniversário de 50 anos da Marcha de Washington de 1963 – o movimento anti-racista com o famoso discurso “I Have a Dream”, de Martin Luther King. É um tema que está sendo muito abordado aqui nos EUA este ano, e as discussões giram em torno do que buscávamos naquela época e do que mudou nos dias de hoje – poucas coisas. Os problemas com baixos salários, pobreza, desemprego, desigualdade social e discriminação racial ainda existem aqui nos EUA (obviamente em menores proporções do que no Brasil) e os líderes que sobreviveram à toda a violência contra as manifestações da década de 60/70, como John Lewis, ainda estão engajados na luta pelos mesmo ideiais até hoje. Tem sido uma ótima oportunidade para jogar o Brasil na roda e comentar sobre os protestos que têm ocorrido recentemente.

Esta semana tive a mesma quantidade de homework, mas já consegui me organizar melhor para fazer tudo. Peguei toda e qualquer horinha livre que tive ontem para tentar fazer as 13 tarefas que já tenho para a próxima aula (um mix de leitura, com questões para responder, vocabulário/definições de palavras, resumos, etc) e estou quase terminando. Só falta escutar um discurso do Barack Obama realizado na Suécia agora no início de setembro e fazer uma pequena resenha sobre isso. E claro, continuar lendo um livro que tenho que terminar até dia 28 de setembro, com uma linguagem extremamente complicada. A própria professora, Dr. Brellemthin (os professores aqui só aceitam serem chamados de doutores rs), disse que a linguagem é um pouco complicada até para ela. Tenso! Tenho que preparar uma apresentação sobre o livro para o início de outubro. E como fica o meu curso de gestão na Universidade de St. Joseph? Um pouco abandonado! Procuro prestar MUITA atenção nas aulas e tentar fazer a lição de casa no mesmo dia, mas muitas vezes não consigo dar conta. Chego na sala de aula e dou a desculpa de que tive dificuldade para resolver os problemas, mas nem sequer tentei. Mas a professora é muito gente boa e me ajuda muito com todos aqueles cálculos loucos e com o bendito Excel, porque eu levanto a mão para perguntar as coisas a cada 10 segundos. O bom é que os professores apreciam isso! Só não sei até quando eu vou aguentar. Estou com uma dúvida imensa se continuo ou não neste curso de gestão. Já aluguei o livro por metade do valor original (200 obamas) e só posso devolver (e ser reembolsada) até o fim de setembro, o que quer dizer que PRECISO decidir logo! Ó céus! Acho que vou arriscar e continuar.

E onde fica a diversão no meio disso tudo? Acho que é por isso que estava meio tristonha nos últimos dias, ainda estava me readaptando à vida de estudo/trabalho. Mas aos poucos estou arranjando tempo e coragem para conciliar tudo isso com um pouco de divertimento. Semana passada fui à praia de Old Lyme com as amigas para dançar naquele bar de rock que já comentei aqui, aproveitando o restinhozinho do verão. Como de costume, levamos a bandeira do nosso Brasil e animamos aquele bar como ninguém! A banda sempre dá o destaque no fim do show “thank you so much, brazilians!”. E neste último fim de semana fui para uma balada em NYC com o Tommy e outros dois amigos dele, com os quais sempre saímos, e foi muito bom! Estava caindo de sono, mas tomei um energético e resolvi o problema, fiquei alegre de novo.

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The Pavillion Bar em Old Lyme com as melhores! Ps. Vocalista da banda com a minha bandeira do Brasil na cabeça. HAHA

É… esses fds gostosinhos na praia chegaram ao fim! Agora o outono se aproxima e já estou me assustando com o frio! Hoje a temperatura está entre 5ºC e 10ºC, e é esta a média para o resto da semana! #TODASCHORA

Agora estou me preparando para voltar a trabalhar, meu lindo e curto break matinal já está no fim. Vamos lá brincar com meus monstrinhos e fazer mágica para a minha baby comer pela segunda vez (ela passa um zíper na boca e não abre nem para chorar quando eu me aproximo com a colher de papinha). Ela não aguenta mais essas papinhas prontas! A menina já tem nove meses (nossa, já? minha bolinha tá crescendo!) e só come isso (além da amamentação). A coitada nunca experimentou outra coisa na vida… Por isso que tem o intestino constipado e passa dias com a barriga inchada, parecendo que engoliu uma melancia. No Brasil, bebês desta idade já comem frutinhas, pão, tomam suco, entre outras coisas, né? Já tentei falar com os pais, mas eles não me escutam! OK, né! Oremos.

Por hoje é só!!! Beijos gente, até o próximo post!

Semana de férias na Flórida

Ufa! Pensei que nunca teria um tempinho para postar aqui. O verão acabou e o fall semester começou com tudo! Além de ainda estar trabalhando para caramba, as aulas do curso de gestão na University of Saint Joseph começaram ontem e as aulas em Harvard já começam semana que vem. Ainda nem separei as melhores fotos entre as trocentas que tirei na viagem e já tenho homework da faculdade para fazer. O negócio está ficando cada vez mais tenso, mas continuarei fazendo o possível para atualizar este blog!

O post de hoje é para contar todos os detalhes das minhas primeiras férias nos EUA! Passei semanas e semanas tentando decidir para onde ir e, depois de muita pesquisa de preços de passagens, hotéis e aluguel de carro, optamos pela Flórida. Optamos, no plural, porque tudo foi decidido em conjunto com o Tommy! Ele fez um esforcinho e conseguiu pegar férias na mesma semana que eu, para que pudéssemos viajar juntos! Isso foi ÓTIMO, porque além de ser super divertido, ele é bem organizado (montou todo o roteiro com os lugares que eu queria conhecer) e está sempre disposto a fazer qualquer coisa, ir para qualquer canto e dirigir o quanto foi necessário. VALEU, best friend forever! Haha O nosso vôo de ida saia do aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, às 08:00 AM. Contudo, precisávamos chegar lá com, pelo menos, duas horas de antecedência. Agendamos um shuttle que saia da estação de trem Grand Central, em NYC, às 04:30 AM. Decidimos não dormir na noite de sábado, pegamos o trem direto para NYC e ficamos esperando o shuttle por um bom tempo, no meio da Park Street, de madrugada. E que espera torturante, meu deus! Eu estava com TANTO sono, mas tanto sono, que meus olhos estavam lacrimejando sem parar e o meu corpo todo começou a doer. Pois bem, chegamos no aeroporto muito mais cedo do que esperávamos, fizemos check-in, despachamos as malas e tomamos café da manhã. Tínhamos cerca de uma hora e meia até o embarque, então nos jogamos nos chão, fizemos as mochilas de travesseiro e dormimos até a sala de embarque começar a lotar.

Chegamos em West Palm Beach, pegamos um trem para Fort Lauderdale, e depois um táxi para a locadora de carro Dollar Rental, onde o Tommy havia feito reserva de um carro econômico por apenas $140. Por já ter trabalhado na Avis, e conhecendo bem os preços dos aluguéis de carros, achei muito estranho. Apenas $140, por sete dias, para menores de 25 anos? Só podia ser a promoção do ano! Resolvi não argumentar, pois confio no meu amigo. Mas chegando lá, o preço aumentou 300%, mesmo com a nossa reserva já garantida e não aceitaram cartão de crédito para fazer o bloqueiocaução. Uma palhaçada! Fiquei fula da vida com o atendente e perguntei se, no mínimo, poderiam dar um jeito de nos deixar no aeroporto de Fort Lauderdale (assim poderíamos procurar pelas outras locadoras de carro) e ele disse que sim. Assim que chegamos no aeroporto, procuramos pela Alamo, conhecida pelos bons preços e por permitir o aluguel por menores de 25 anos sem crise. Conseguimos pegar um Hyundai Sonata, da classe dos intermediários, pelo mesmo preço que a Dollar Rental estava oferecendo o econômico na loja: $441, a semana inteira, com devolução no aeroporto de West Palm Beach, duas horas antes do nosso vôo de volta. Perfeito! (Claro que, para chegar neste preço, barganhamos absurdos. Fizemos de tudo para o preço cair até chegar neste valor. E o atendente foi um cara muito gente boa e nos deu ótimos descontos). O carro é maravilhoso, ficamos apaixonados. Apesar de custar um pouco mais de $60 para completar o tanque de combustível, não consome muito. Aliviados por termos resolvido toda essa novela do carro, fomos para o nosso hotel, em Pompano Beach. Escolhemos o Extended Stay Deluxe porque era um dos que oferecia uma cozinha completa dentro do quarto e lavanderia por andar. Compramos mantimentos no Walmart e nós mesmos preparamos nossas refeições, pois queríamos economizar o máximo possível com alimentação, considerando que já iríamos gastar muito com outras coisas durante a semana. Capotamos antes das nove da noite de domingo, para acordarmos dispostos para bater perna e curtir Miami Beach, primeira parada do nosso roteiro.

DIA 1 – Miami Beach

Acordamos cedo e descobrimos que o “café da manhã”, única refeição que o hotel oferecia, se limitava a muffins, barras de cereal, maçãs e café. Então, todos os dias tomávamos um café da manhã decente na cozinha do nosso quarto e depois pegávamos as barrinhas de cereal e os muffins para servir de snacks durante o dia (agora preciso de pelo menos um mês para desintoxicar, NÃO FALE DE MUFFIN NA MINHA FRENTE, entendeu? rs). Mas isso também ajudou na economia, então tudo bem!

Para começar, devo dizer que essa viagem SUPEROU TODAS AS MINHAS EXPECTATIVAS. Cara, quantos lugares sensacionais! Juro que, a príncipio, ainda me questionei se escolhi o destino correto, pois quero muito conhecer a Califórnia e sempre planejei passar as primeiras férias lá. Mas agora estou certa de que não poderia ter escolhido lugar melhor. Tive essa certeza logo quando cheguei em Miami Beach e vi aquela areia BRANCA e a água do mar azul clarinha, limpa, coisa mais linda do universo. Aaaaah, deixa a Califa pra mais tarde… Passamos o dia inteiro em South Beach, a praia mais badalada de Miami Beach, e almoçamos em um restaurante japonês delícia que fica na Washington Avenue (rodízio por apenas 10 doletas! Cheap and high quality, people! O nome do lugar é Juji Teriyaki, fica a dica).

À noite, fomos dar uma volta pela Olas Boulevard, em Fort Lauderdale, mas estava super vazia. Talvez pelo fato de termos ido em uma segunda-feira! rs Então resolvemos voltar para Pompano e conhecer o cassino “Isle of Capri”. Enorme e muito bonito!

12689_607884755898360_5365913_nSouth Beach, Miami Beach – FL

cassinoCassino Isle of Capri – Pompano Beach

DIA 2 – Walt Disney World: Magic Kingdom, Animal Kingdom e Hollywood Studios

Desde que voltei de viagem, todos têm me perguntado qual foi a minha parte favorita da viagem. Ainda é muito difícil escolher, porque todos os dias foram muito bons, mas acho que ter conhecido a Disney merece ficar no topo, pela emoção enorme que senti quando cheguei lá. Só de escrever sobre isso, já começo a sorrir sozinha. Eu sei que eu já tenho 21 anos, tô meio “véia”, mas quem me conhece sabe que eu viro criança com os filmes da Disney. A Pequena Sereia, Cinderela, A Bela e a Fera, Aladin, Pinocchio, todos estes clássicos que marcaram a minha infância ainda me fazem tão feliz! Quando eu vi o castelo, escutei as músicas dos filmes, comecei a avistar os personagens pelo parque, saí pulando mais que os pivetinhos. No Magic Kingdom, vi shows maravilhosos, andei em montanhas-russas muito doidas, vi filmes em 5D e chorei quando entrei no groto da Ariel (Pequena Sereia, minha favorita). Assisti a Big Parade com todos os personagens, todas as princesas perfeitinhas (é incrível, nunca imaginei que fossem tão iguaizinhas aos desenhos), dançarinos muito bons. Gravei pequenas partes da Big Parade e um pedaçinho do que vi no groto da Ariel para mostrar para vocês.

562744_608364209183748_2107550390_nCastelo da Cinderela! SONHO!

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foto (3)Pato Donald 😛

Vídeo – Parade Magic Kingdom Park

Vídeo – Parte de uma das atrações da Pequena Sereia

No Animal Kingdom, pegamos um veículo que comporta cerca de trinta passageiros e fizemos um passeio pelo “Kilimanjaro Safari”, onde vimos centenas de animais passeando livremente pelos hectares de savana, rios e morros… paisagens paradisíacas! Me senti na áfrica de verdade. Alguns animais chegam pertíssimo do “jipe”, o que me permitiu tirar ótimas fotos! Como tínhamos pouco tempo (um único dia para visitar todos os parques), esta foi a única atração que vimos do Animal Kingdom, que é o maior de todo o complexo Disney.

2013-08-20 16.07.02Entrada – Animal Kingdom

2013-08-20 16.46.09Passeio – Kilimanjaro Safari (Animal Kingdom)

2013-08-20 16.40.04Girafa – Um dos muitos animais que vimos de pertinho

No Hollywood Studios, vimos outro lindo show sobre a Pequena Sereia, fizemos um “ride” pelos filmes mais famosos da história de hollywood (Casablanca, Cantando na Chuva, Mary Poppins, O Mágico de OZ, Fantasia, O Inimigo Público, entre outros) com “réplicas” dos personagens e cenários, um espetáculo! A minha aventura favorita deste parque foi o “elevador do medo” do Hollywood Tower Hotel. D-E-M-A-I-S, fodástico, sensacional! Lembro da minha tia me contando sobre esse brinquedo quando eu era pequenininha (beijo, tia Jô!) e sempre tive muita vontade de conhecer, mas não sabia se teria coragem de experimentar. Mas tive! Àquela altura no campeonato, eu já estava com uma puta dor de cabeça, mas ignorei e fui mesmo assim. A torre é mal assombrada, então a decoração foi planejada para passar a impressão de que o lugar é velho e abandonado. Dentro, tem o elevador, com todas as cadeirinhas posicionadas, suficiente para comportar cerca de 20 pessoas. Ao subir a torre, o elevador vai passando pelos andares e mostrando “espíritos”, entre outras coisas assustadoras, até chegar no topo, onde as paredes são de vidro e somos obrigados a ver o parque inteiro… até que o elevador despenca. Os movimentos são selecionados aleatoriamente pela própria torre, ou seja, o elevador pode ir para baixo, depois para cima, ou talvez para baixo de novo, o que deixa tudo mais emocionante. Gritei tanto que, quando sai da torre, senti minha cabeça prontinha para explodir. Caçamos uma loja que vendesse analgésicos, encontrei Tylenol e me recuperei em menos de uma hora após tomar. Mas mesmo com a danada da dor de cabeça, valeu demais! Foi o melhor de todos os brinquedos sem dúvidas!

2013-08-20 17.52.26Hollywood Studios

2013-08-20 19.15.22Hollywood Tower de fundo

Começou a escurecer e resolvemos voltar para o Magic Kingdom, onde aproveitamos outros brinquedos até o momento da famosa queima de fomos no castelo da cinderela, que começaria às 10:00 PM, uma hora antes do parque fechar. Conhecemos muitas outras atrações, antes e depois dos fogos. Merecemos um troféu por nossa agilidade, pois conseguimos conhecer boa parte do complexo em apenas um dia! E sem comentários para a queima de fogos! Derramei umas boas lagriminhas. Os fogos sempre no mesmo ritmo da música, tudo muito bem organizadinho, um showzásso de cores. Também gravei um pedacinho para vocês verem!

2013-08-20 22.11.43Queima de fogos – Magic Kingdom

Vídeo – Queimade fogos Magic Kingdom

Ficamos até o parque fechar! O difícil foi voltar para o hotel… eu prometi para o Tommy que ia ficar acordada durante o caminho de volta, mas nos primeiros 10 minutos eu já tinha apagado! Após uma hora dirigindo, ele teve que parar, porque também não estava aguentando de sono e cansaço. Paramos em uma Dunkin Donuts para comer e dormimos no estacionamento do local por aproximadamente duas horas. Só chegamos no hotel às 06:00 AM, quando já estavam servindo as barrinhas – ops, o café da manhã do nosso hotel, e fomos direto pra cama!

DIA 3 – Pompano Beach e Boca Raton

Como tínhamos que dormir pelo menos seis horas, acordamos ao meio dia e resolvemos conhecer Pompano Beach. Não curti muito a praia, porque já estava mal (ou bem?) acostumada com as belezuras de Miami Beach, então não ficamos nem 15 minutos. Comentei com o Tommy que, há alguns anos atrás, minha mãe me deu de presente o livro “Marley e Eu”, o qual li em apenas uma semana e fiquei apaixonada. Lembro que os personagens principais, donos do Marley, resolvem se mudar para Boca Raton – FL em algum ponto da história, e escrevem muitas coisas sobre a cidade no livro. Sempre fiquei imaginando como seria e alimentando minha vontade de conhecer o lugar. Joguei no GPS e vi que ficava a apenas 40 minutos de onde estávamos, muito mais perto do que eu esperava! Fiquei TÃO feliz! Passamos o resto do dia lá, curtindo as praias maravilhosas. A minha favorita foi Deerfield Beach, que me lembrou muito o nordeste do Brasil! Tudo era parecido, que sensação estranha. Fiquei uns trinta minutos jogada à beira do mar, deixando a água me levar, pensando na vida, na minha família, no Brasil, no Ceará, nas minhas férias de janeiro em Jeri, Canoa Quebrada, Morro Branco… Pensei em tanta coisa BOA! Como são especiais os momentos em que não temos problemas para pensar, nada além de boas recordações. Nada além de muita gratidão por poder estar ali, diante de um infinito de beleza.

foto (4)Boca Raton – FL

À noite, fomos para Miami Beach, conhecer os barzinhos, tomar uns drinks e dançar (pelo menos era essa a intenção, né rs). Passamos por três barzinhos, para conhecer, e resolvemos para em um que estava com uma promoção de drinks: pague 1, leve 2! Haha. Miami Beach é conhecida também pelos seus drinks GIGANTES, que servem até quatro pessoas (leia-se pessoas não alcóolatras). Mas, entrando no clima da promoção, cada um pegou o seu, né? Pra quê? PRA QUÊ? Fui bebendo e bebendo a minha capirinha (sim, a maioria dos bares tem a nossa caipirinha!) e já comecei a me sentir na lua. Passei muito mal! Tive que voltar para o carro e deitar no banco de trás, enquanto o Tommy dirigia e procurava um lugar para comprar comida. Parou no Mc Donald’s e me deu batatinhas fritas, até que eu comecei a melhorar. Lição do dia: Se for para Miami Beach, não beba aquele drink de itú sozinha (o)! Mas também considere que essa pessoa que vos fala não sabe beber, né…

IMG_9794Meio drunk sim ou com certeza?

DIA 4 – Venetian Pool em Coral Gables

A princípio, o plano era ir para Fort Myers, mas nem eu e nem o Tommy estávamos dispostos a dirigir mais de duas horas de novo, considerando que no dia seguinte ainda iríamos para Key West (quase quatro horas dirigindo). Dei uma pesquisada na internet, com base do que eu me lembrava dos comentários dos clientes da Avis sobre as viagens à Flórida. Lembrei que algumas pessoas falavam de Coral Gables, então procurei as atrações do local. Encontrei reviews sobre a Venetian Pool e, quando vimos a primeira foto do local, decidimos que não poderíamos deixar de conhecer. É a maior piscina artificial dos Estados Unidos, com arquitetura e estilo mediterrâneo, lembrando um pouco o canal de Veneza, Itália. Estava MUITO calor, ou seja, perfeito para passar o dia lá, curtindo aquela paisagem maravilhosa, tomando banho de cachoeira e pegando uma sombrinha nas cavernas da piscina.

1233384_609202712433231_610399246_nVenetian Pool

DIA 5 – Key West

Deixamos a praia mais esperada para o último dia de férias. Key West faz parte do famoso grupo de ilhas paradisíacas dos EUA, conhecido por Florida Keys. A cidade de Key West é linda, com todo aquele estilo especial de cidade histórica, cheia de casinhas de madeira e muito artesanato. Agora eu entendo porque tanta gente me disse para ignorar os cruises da vida e ir de Miami até Key West DIRIGINDO… porque a viagem inteira é feita sobre pontes que vão interligando uma ilha a outra, com uma vista linda, incrível, SURREAL do oceano.

key_west_estrada_floridaEstrada para Key West – Roubei do google, só para vocês terem uma ideia do que eu tô falando!

Passamos pelo Southernmost Point, símbolo do ponto mais sul dos EUA, que marca apenas 90 milhas de distância de Cuba. Reza a lenda que, em dias bem claros, dá até para avistar Cuba (sei não, viu). Mas é um ponto turistico (não à toa havia uma fila grande à nossa espera para tirar fotos) e eu quis parar.

fotopointSouthernmost Point

Estacionamos na mesma rua do Southernmost Point e, depois de tirar as fotos, fomos para a praia que fica ao lado. Muito bonita, mas com uma orla bem pequena e cheia de pedras enormes que nos impediram de dar um mergulho no mar. Fiquei chateada logo de cara e sugeri ao Tommy que procurássemos outra praia da cidade. Encontramos a Higgs Memorial Beach, que deve ser uma das melhores praias de Key West, com um pier extenso e duas escadas que levam até às partes mais profundas do mar. Também foi difícil dar um mergulho lá, porque ainda há muitas pedrinhas que dificultam o caminhar dentro d’água. Resolvemos entrar no mar através das escadas do pier, mas logo fui mordida por algum peixe e minha perna começou a sangrar um pouquinho – bem pouquinho, mas eu já estava morrendo de medo de nadar por ter visto no jornal daquela manhã que uma au pair da Cultural Care teve o braço arrancado por um tubarão no Havaí e não resistiu, acabou morrendo. Claro que o perigo de ser atacado por tubarões é muito maior do Havaí, mas a história é tão trágica e aconteceu com alguém “tão próximo”, que a paranóia demora para sair da sua cabeça. Tirando que uma das praias da Flórida está inclusa na lista dos 10 picos mais infestados de tubarões no mundo… então também tem um pouco de estatística no meio da paranóia, né!

2013-08-23 14.04.39-8No pier da Higgs Memorial Beach – Dá para ver as escadas que comentei, lá no fundo!

Tomamos um sol na Higgs Beach e ficamos um tempinho na beira do mar, esperando dar o horário do nosso parasailing! Para quem não sabe, parasailing é uma prática de vôo que pode ser realizada por qualquer pessoa, sem a necessidade de cursos prévios, tanto nas ruas quanto no mar (o nosso era no mar, claro). O paraquédas é impulsinado pela força do vento e fica preso à lancha através de um cabo que pode se extender por cerca de 30 metros, equivalente à altura a qual podemos ser submetidos durante à prática. Acho que foi uma das coisas mais loucas que fiz na VIDA! A sensação é de estar voando mesmo, livremente, sob aquelas águas azulonas do mar de key west. Não deu para levar câmera com a gente, porque é arriscado molhar ou perder, mas os responsáveis pela atividade tiraram fotos de nós em vários momentos: decolando, sendo jogados na água e aterrissando na lancha. O melhor de tudo são as expressões nas fotos: eu com cara de criança feliz, sorrindo e gritando, e o Tommy com uma cara de TERROR! HAHAHA

1236910_665127460166369_1525587670_nQuem tá mais feliz na foto? rs

IMG_0071Up high!

Após o parasailing, demos uma parada para observar e fotografar as exposições exteriores do Custom House Museum, com obras muito bem feitas! Vários bonecos em concreto que parecem pessoas de verdade. Não entramos para conhecer, mas fiz uma pesquisa rápida de opiniões no google e vi que muita gente recomenda! Se a parte externa já é muito interessante, imagino que as exposições internas devem ser ainda mais.

2013-08-23 17.04.48Entrada do Custom House Museum

Como os dias aqui são bem longos no verão, o sol só se põe depois das 08:00pm. Como ainda tinhamos umas três horas até retornar ao sunset pier para assistir o por do sol, saímos à procura de outras praias. Encontramos a Smathers Beach, que se tornou a minha favorita (considerando as três que eu conheci em Key West). A praia estava VAZIA, só havia um casal de noivos e um grupo de fotógrafos fazendo um book para o casamento deles. A praia é daquelas que eu pensava que só existia nos papéis de parede do Windows, com os coqueiros caídos, bem próximos da água do mar, areia branquinha, água cristalina. Nos jogamos na areia e ficamos deitados por cerca de uma hora e meia. E ainda seremos figurantes do álbum de casamento de alguém, olha que lindo! Rs

2013-08-23 17.49.40-1Smathers Beach

Para concluir o dia, pegamos o carro e voltamos para o sunset pier para assistir o sol se por. Porém, quando estacionamos o carro, percebi que só estava com uma das minhas havainas. O outro pé do par havia sumido! rs Procuramos por todo canto e nada! O Tommy insistiu para voltarmos lá e procurarmos, enquanto eu preferia comprar um novo par a ter que perder o por do sol. Mas acabamos dirigindo de volta até a praia. Quando avistamos o chinelo próximo à guia de onde havíamos estacionado, começamos a ter um ataque de riso! Não sei se já estávamos meio bestas de cansaço, já que a história não parece digna de tanta gargalhada ao ser relatada, mas é sempre aquela história, né… na hora foi MUITO engraçado! hahaha

Conseguimos chegar a tempo no sunset pier para assistir o BENDITO do por do sol! Eeeeeeeeeeeita, lindeza. Fechou nossas férias com chave de ouro!

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Por do sol – Sunset Pier

Chegamos no hotel e, na mesa da cozinha, encontro um vasinho de flores, junto a um cachorrinho de pelúcia e um bilhete! O Tommy encomendou e mandou entregar no hotel, como presente de despedida. FOFO!

cachorroMe ajudem a escolher um nome para meu o meu cãozinho!!! rs

Como é bom viajar, né gente? Todo dinheiro gasto com uma viagem realmente pode ser chamado de INVESTIMENTO… investimento cultural, em bem-estar, em história para contar, aprendizado, memórias! Falando nisso, não queria deixar de comentar sobre os custos da viagem. Usamos o site Priceline para fazer as buscas do hotel + passagens de ida e volta. Escolhemos um pacote no total de $834, incluindo tudo isso. Como já comentei lá em cima, alugamos o carro pelo valor de $441 e, somando os gastos com alimentação, ingressos para disney, parasailing, entre outros custos a parte, mais $834 (SIM, deu exatamente o valor que pagamos no pacote hotel + passagens. Temos que jogar esses números na loteria! HAHA). Resumindo, o custo total da viagem para dois foi de $2,109, equivalente a apenas $1,054 para cada um. Comparando com a experiência de amigos que seguiram um roteiro similar ao nosso, gastamos BEM menos! Com um pouco de planejamento, realmente dá para fazer uma viagem super bacana por um preço razoável.

Por hoje é só, queria escrever mais, mas tenho que voltar ao trabalho daqui a 20 minutos e sei que não terei tempo neste fds!

Beijoooo

🙂

Intercâmbio x Namoro

Sei que existem muitos namorados que apoiam, outros que não botam fé no intercâmbio, outros que ficam bravos e que não aceitam de jeito nenhum. Resolvi escrever um post sobre isso porque passei por uma situação do tipo e gostaria de dar algumas dicas para quem está vindo e já vive esse dilema.  Meu processo de intercâmbio durou 9 meses no total, porque eu quis concluir o último ano da faculdade e colar grau antes de vir, e também porque demorei um bom tempo para encontrar uma host family. Continuei namorando durante os primeiros sete meses do processo e não vou negar que meu ex-namorado me ajudou muito com o meu application – sobretudo nos quesitos fotos com crianças e vídeo de apresentação – e aguentou meu desespero de pré-au pair com todas as complicações que surgem durante o processo. Mas conversávamos muito pouco sobre “CONTINUAR NAMORANDO” ou “TERMINAR”. Perdi a conta de quantas pessoas me pararam para perguntar “E aí, Déia? Como vai ficar o coração? Como vocês vão fazer?” ou insistir “Não terminem, não façam isso, um ano passa rápido, etc.”. Bom, a nossa opinião era basicamente a mesma: “Um ano é MUITO tempo e NÃO passa tão rápido assim não. São 12 meses e muita coisa pode acontecer”. Depois do match, quando já era certeza que não poderia mais voltar atrás, comecei a amadurecer a idéia de vir namorando… comecei a pensar “Um ano pode até ser muita coisa, mas nós temos um ao outro, e isso é ainda maior. Por que sacrificar um relacionamento que pode durar anos por conta de apenas um?”. Bom, querida futura au pair, isso é realmente muito lindo… e se você transmitir este ponto de vista para o seu boy e ele concordar, definitely awesome! Se ele te apoia, dê MUITO valor a isso, porque eu acredito que deve ser uma merda saber que a namorada vai te “deixar” em pouco tempo e mesmo assim continuar feliz e dizendo que prefere esperar um ano a ter que perdê-la. Este não foi o meu caso, mas conheço várias meninas que vieram para os EUA e voltaram para o Brasil namorando e garantem que existe namoro (e até casamento) após intercâmbio! E, por mais que pareça conto de fadas, eu acredito nisso. Tenho certeza que, um amor de verdade – se consolidado, passa por dificuldades, pela dor, pela distância, pelo tempo. Se ele apoia o objetivo que você traçou na sua vida e sonha o SEU sonho, ele está te dando mais do que uma prova de amor. Além do mais, o intercâmbio não significa uma quebra de contato total nos dias de hoje. Temos as nossas queridas ferramentas de áudio e vídeo online para comunicação diária, e você ainda podem ser organizar de ir para o Brasil visitá-lo (ou ele de vir para EUA) em algum ponto durante o período que você estiver fora, não é mesmo? Sei que a falta do abraço dói na alma e que a saudade é como um tiro no peito dos apaixonados, mas pense bem… namorar à distância não é um bicho de sete cabeças! Não tenha medo que isso os afaste, pelo contrário: acredite que isso só irá fortalecer o relacionamento de vocês.

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“Se alguém te ama de verdade, a distância não é problema. É apenas uma chance de fazer o amor crescer a cada dia”

Mas se, por outro lado, o seu namorado é daqueles que não aceitam continuar namorando durante o intercâmbio, que preferem terminar e deixar para “conversar a situação” quando você voltar, só tenho um conselho geral pra dar, baseado na minha experiência: releva, desapega e VEM mesmo assim. Nunca, jamais, em hipótese alguma, desista de vir por causa de namorado. Tire essa ideia maluca da cabeça de que só é feliz quem namora! Esse medo de ficar sozinha parece uma epidemia entre as mulheres. É díficil, sim. Dói, DEMAIS! Mas vai passar. Esqueça essa história de questionar o que poderia ter sido ou o que poderá ser daqui a um tempo. Insistir em quem não tem certeza se te quer é cansativo e pode destruir seu amor próprio, por mais que você se considere muito bem resolvida neste aspecto. Até porque, muito provavelmente, você está em um relacionamento em que falta confiança de um ou ambos os lados e, sem confiança, simplesmente não rola. Não dá para deixar de sair sozinha ou com amigas aqui, de conhecer gente nova, de beber, dançar, e ter liberdade para mostrar isso para quem quiser saber, só porque seu namorado não vai confiar que você tem respeito por ele. E também não dá para proibir o cara de sair só porque você está aqui, né? Então, se ele não te apoia… DESENCANE! Homem não falta no mundo e se prender pelo duvidoso definitavemente não vale a pena. Game over, OK?

E para você que terminou um namoro recentemente e está prestes a embarcar… Somos solteiras e BRASILEIRAS, amiga! Eu não sei o que os americanos tem com a palavrinhas mágica “brasileira”, mas se ela for dita no início de uma conversa, HALF WAY THERE! Isso se o cara for realmente interessante e parar de conversar apenas sobre Ronaldinho e Neymar com você, né? Ele tem, NO MÍNIMO, que responder à perguntinha básica: “qual idioma é falado no Brasil?”. Se ele disser espanhol, deixe-o conversando sozinho. E não espere que ele venha atrás, porque americano é mole mesmo. Enfim, você conhecerá novas pessoas, novos lugares e, uma hora ou outra, vai acabar chegando à conclusão de que foi uma boa escolha (ou não, rs).

Eu sei que os relacionamentos são diferentes uns dos outros, não dá para fazer comparações. Mas a mensagem que quero passar com este post (pode até parecer muito óbvio, mas ainda vejo muita gente se martirizando com isso) é que o namoro a distância só existe se ambas as partes estiverem muito certas disso, e cabe apenas AO CASAL decidir o que será melhor. Só não dá para colocar um relacionamento afetivo na frente de um sonho e de milhões de oportunidades que certamente surgirão. Se o namoro acabar, você ainda poderá ser feliz muitas vezes, com diversas pessoas, há sempre uma nova chance para amor. Como toda escolha na nossa vida, temos que abrir mão de alguma coisa por outra e, mesmo que este caso seja particularmente delicado por se tratar das nossas emoções, tudo pode ser resolvido com muito diálogo e com a palavra chave da vida: PACIÊNCIA.

Bom, para concluir… relacionando o meu intercâmbio com o término recente de um namoro, aprendi que querer conhecer o mundo sempre fez parte de quem eu sou e isso passou por cima de um sentimento muito forte. Não tenho nada contra quem deseja se casar, trocar de carro todos os anos, ter um casal de filhos e envelhecer de mãos dadas numa casinha com varanda e cerca branca, até porque eu sempre fui um pouco assim. Fui criada vendo filmes da Disney, em que as princesas sempre casam com seus príncipes encantados e são felizes para sempre, então é natural que isso tenha alimentado um pouco esse ideal de vida. Mas a cada dia que passa aqui, percebo que a ideia de estar trabalhando atrás de uma mesa e correndo contra o tempo para servir o jantar no fim do dia não é algo que me deixaria totalmente realizada no futuro. No fim das contas, não é uma questão de ser individualista/egoísta ou de querer viver sozinha, mas de realização pessoal. Eu ainda quero encontrar alguém para amar, mas alguém que queira ser livre e me manter livre no que quer que eu faça e aonde quer que eu vá… e quando eu encontrar essa pessoa, acho que enfim saberei definir o que é FELICIDADE PLENA.

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I want to travel around the world…

(foto tirada minutos após decolagem do aeroporto de Miami)

Beijos e boa sorte a todas na decisão!

As vantagens de ser au pair e a evolução do inglês

Hoje vou fazer propaganda do meu programa de intercâmbio, uma das melhores escolhas que já fiz na vida! Achei interessante fazer um resumo explicativo sobre isso, ou pelo menos tentar, tendo em vista que nunca comentei muito sobre a relação custo-benefício. Não vou falar de desvantagens porque, pelo menos no meu caso, não tenho absolutamente nada para reclamar. Como provavelmente já comentei aqui antes, tive uma sorte imensa de encontrar uma host family ma-ra-vi-lho-sa! Já ouvi muita história absurda sobre famílias que largam as crianças na mão das au pairs durante semana e fim de semana, atribuindo-as infinitas responsabilidades (lembrando que se rolar exploração, dá para comunicar a agência de intercâmbio e pedir rematch, que seria a troca de família). Já ouvi outros casos em que não compram comida suficiente para elas, não oferecem um espaço com o mínimo de privacidade, limitam o uso do carro, enfim, diversos outros comportamentos que não estão de acordo com o que foi combinado previamente por skypes e e-mails (antes de ambas as partes concordarem em fechar contrato). Por isso que eu sempre digo: TUDO tem que ser MUITO bem esclarecido desde o primeiro contato, não pode ter vergonha de perguntar.

Eu trabalho bastante aqui SIM, porque cuidar de três crianças pequenas realmente não é fácil, considerando que eles são bem dependentes de nós para tudo. Mas tenho uma host mom que é uma excelente mãe e que me ajuda muito… E quando o host dad chega em casa, independente de ser antes do meu horário de ficar off ou não, eles assumem as rédeas e me liberam. Ou seja: eles só precisam da minha ajuda mesmo quando o pai não está em casa. Quase nunca trabalho aos fins de semana e feriados (desde que cheguei aqui, trabalhei apenas uma manhã de sábado e duas horas em um domingo), coisa que maioria das au pairs fazem. E outra: eles sempre me convidam para viajar com eles! Em fevereiro do ano que vem vamos todos para as Ilhas Virgens Americanas, um grupo de ilhas do CARIBE!!! Cara… é por essas e outras que só tenho a agradecer!

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Meus três amorinhos americanos!

A primeira grande vantagem do programa de intercâmbio au pair, obviamente, é o preço. Gente, isso CAIU DO CÉU! Paguei apenas R$ 1300 para a agência de intercâmbio STB e MAIS NADA! Tive custos extras com o passaporte, (R$ 156), visto (R$ 336) e permissão internacional para dirigir (R$ 224) – valores que podem variar de acordo com a cotação do dólar e com os ajustes anuais, claro. No fim das contas, gastei aproximadamente R$ 2000, para ter toda esta experiência gigante de um ano (ou até dois) aqui nos EUA. Chegando aqui, minha vida mudou completamente, pois a minha host family é muito rica e tem um padrão de vida muito diferente do que estava acostumada. Moro numa casa gigante e numa rua tão linda, arborizada e cheia de mansões, que parece cidade cenográfica. Tenho um quarto e um carro só para mim. Não sei mais o que é acordar de madrugada para me enfiar numa lotação abarrotada de gente, não sei mais o que é levar cotovelada para entrar no metrô (tampouco desmaiar dentro do trem), não sei mais o que é funk carioca às alturas em tudo que é canto. Ganho 200 doletas por semana, o que já é suficiente para viver bem aqui, considerando que não tenho custos quaisquer com alimentação e estadia. Além disso, como o programa Au Pair é um intercâmbio de trabalho + estudo, a minha família tem a obrigação de me dar uma ajuda de custo de 500 dólares para pagar o curso que eu escolhi fazer. E eu sou obrigada a cumprir pelo menos 6 créditos durante o meu ano de estadia aqui, ou seja, não tem escolha: mesmo que a au pair não queira, ela TEM que estudar.

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Parte da rua em que moro

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“Minha” casa

Estou aproveitando este ano para me dedicar somente ao meu crescimento pessoal e profissional, ao cuidado com o meu corpo e saúde, e claro, às viagens, festas e diversão. Acho que, se as pessoas fizessem de conta que têm apenas um ano para aproveitar tudo o que um país pode te oferecer, certamente viveriam o triplo de experiências novas e seriam bem mais felizes, mesmo que fizessem isso no seu país de origem! Esta é uma das lições que aprendi com o intercâmbio até agora e que também espero levar para o Brasil: levar mais a sério o meu espírito aventureiro e investir sempre na busca pelo NOVO, viajando mais, explorando mais os recursos culturais que temos à nossa disposição.

A outra grande vantagem é o contato direto com o inglês. Cheguei aqui nos Estados Unidos doida para conversar em inglês e começar a praticar, mas percebi que era muito mais complicado do que eu imaginava. Quando chega a SUA hora de falar, a coisa fica séria! Senti a diferença já no aeroporto de Miami, onde fiz uma conexão. Parei em uma lanchonete para pedir um lanche, ensaiei o inglês, fiz o pedido… mas na primeira pergunta do atendendente, já me embananei toda. Eu era evidentemente uma estrangeiraem trouble: gesticulando, estalando os dedos, fazendo um grande esforço para as palavras saírem. Após uma certa enrolação, lá vem o lanche e uma sprite… mas peraí, moço!? eu disse que eu queria uma coca DIET. HAHAHA

Depois vem o treinamento, um choque de vocabulário, zilhões de palavras novas. E nas primeiras semanas na casa da host family, então? Um silêncio danado, um tal de YES ou NO, sorrisinho para lá, sorrisinho para cá, e eu pensando: This fucking english has got to GET BETTER!

Após o primeiro mês, você se vê mais adaptado ao idioma, “absorvendo” as falas com mais facilidade e rapidez, e aprendendo a dar continuidade em uma conversa. Você até escuta alguns elogios sobre a sua melhoria! Eu sempre fui muito aberta às correções e deixo muito claro que não me importo que me corrijam, pois eu quero APRENDER! Pergunto quando não sei o significado de uma palavra, seja para os amigos, para os hosts e até para o Jack, meu menino de cinco anos. E eles sempre estão dispostos a explicar! Principalmente o Jack… é muito bonitinho quando pergunto o significado de uma palavra e ele se empolga todo, para tudo o que está fazendo e começa a explicar, fica horas e horas falando, conta toda a história da grécia antiga e continua falando… tem hora que minha cabeça dá um nó e eu já não entendo mais nada, mas tudo bem! rs Ahhhh… claro que eu não posso deixar de falar do Tommy, as usual, que também foi um ótimo professor e me ajudou um TANTÃO com vocabulário, gramática, etc.! Sou extremamente grata a ele!

Agora que estou no terceiro mês, a fase de adaptação com o idioma já passou e eu já me pego pensando em inglês, sonhando em inglês, e conseguindo entender bem o que as pessoas estão falando na TV, rádio ou pessoalmente, mesmo quando não estou 100% atenta. As palavras vêm à minha cabeça primeiramente em inglês e isso é muito curioso! Às vezes fico surpresa com a facilidade que tenho tido para me comunicar com todos sobre coisas que nunca nunca ouvi falar. Sempre foi fácil falar sobre a minha família, sobre mim, sobre os meus planos para o futuro… mas quando alguém me aborda para falar sobre AS TÁTICAS ANTITERRORISTAS ADOTADAS POR OBAMA COM INFLUÊNCIA DO GOVERNO BUSH? Aí FU né! rs Por mais que você tenha uma opinião formada, no começo ainda é difícil colocar em palavras. A sensação é de que seu inglês é o pior da história! Mas é só parar um pouquinho, pensar, organizar as ideias, e começar a falar. Tudo bem que sempre vai faltar uma palavrinha no vocabulário, aquela bendita que você só sabe em português e que descreve exatamente o que você quer dizer naquele momento… mas depois você procura no dicionário e nunca mais esquece, porque sempre vai lembrar daquele momento em que você travou justamente por causa dela. 🙂

Como a maioria provavelmente já sabe, sábado fui para Harvard fazer o placement test eliminatório, que determina o meu nível de inglês e a turma na qual irei ficar. Saí de casa cedinho, peguei as meninas, dirigimos por quase duas horas e demoramos décadas para achar um estacionamento. Acabamos deixando o carro na rua, colocamos todos os nossos quarters no parquímetro até atingir o limite de duas horas. Estava preocupadíssima de não ter tempo suficiente para fazer a prova e voltar… uma multa à essa altura do campeonato, quando as coisas estão indo super bem entre mim e minha família, não seria nada legal. Quando o teste acabou, saí correndo mais que o papaléguas em direção ao carro, mas não havia nenhuma surpresinha no meu parabrisa. THANKS GOD! Mas voltando ao foco: QUE TESTE DO DEMÔNIO! Nunca fiz um teste em inglês tão difícil na minha vida. 100 questões para serem respondidas em UMA HORA E MEIA! Quando a prova está muito difícil, geralmente começo a mexer no meu cabelo descontroladamente… no fim do teste eu estava parecendo uma DOIDA. Descabelada, morrendo de fome, preocupada com o carro e bem chateadinha, pois estava crente que eu não conseguiria passar no teste. Almoçamos num restaurante japa e depois pegamos o rumo de volta para casa… o GPS fez o favor de me levar para Boston por engano (já haviam me avisado que os GPS pira um pouquinho naquelas bandas), e acabamos dando um passeio de carro pela cidade sem querer. E que cidade LINDA! Que bom que Cambridge fica a 15 minutos de lá, pois teremos muitas oportunidades de turistar pela cidade. Mas para resumir a ópera: o resultado do teste saiu na segunda-feira e meu queixo caiu! Passei no nível máximo de proficiência e fiquei na última turma (D), a mais difícil do curso. Simplesmente não acreditei no que vi. Liguei lá para confirmar e a moça disse: “Você passou sim, já pode fazer a matrícula no site”. Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz, né? É uma satisfação imensa perceber a evolução do seu inglês com o passar do tempo! Valeram todos os filmes e episódios de How I Met Your Mother e Grey’s Anatomy que assisti, valeram todos os livros que li para as minhas kids e todos aqueles que comprei e peguei emprestado na biblioteca. Tudo valeu a pena e eu PASSEI em Harvard! Tô oficialmente matriculada e ainda é meio difícil de acreditar. Muita gente diz que o meu inglês é ótimo e que eu não deveria fazer curso, que deveria investir em outro idioma… mas acredito que o segredo para adquirir fluência é nunca se contentar com o seu nível de inglês, pois sempre há algo para melhorar! E eu vim para cá com esse objetivo… sair deste país totalmente segura da minha fluência no idioma, e isso não acontece de uma hora para outra. Primeiro, prefiro ser realmente BOA em um idioma além do português do que ser “mais ou menos” em dois. Fofoca extra, aproveitando o contexto: além do curso de inglês em Harvard, farei um outro curso de gestão durante a semana (que se enquadra na minha área de formação) na University of Saint Joseph. Desta forma, já cumprirei todos os meus créditos em um único semestre! Minha vida social vai ficar uma belezinha com tanta coisa para estudar nestes próximos meses, quero só ver! rs

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Portão de entrada – Harvard University

Para concluir: o meu intercâmbio ainda não terminou mas eu já posso afimar que, sem dúvidas, VALE MUITO A PENA SER AU PAIR! É barato e o aprendizado é imenso. Com um pouco de otimismo, mente aberta, espírito aventureiro, determinação e (muita) paciência, tenho certeza que você pode viver um ano incrível nos Estados Unidos ou em qualquer outro país de sua escolha.

Por hoje é só! =]
Começando o countdown para as minhass férias JÁ… 10 dias!!! FLÓRIDA HERE WE COME! 😀

Beijooooooo!

Mark Twain com arroz, feijão e muita homesick

Neste último sábado, tirei a manhã para dormir e acordei já pensando no que poderia fazer de bom para aproveitar o dia de folga. Estava com a sensação de que já conhecia todas as atrações de Connecticut e que não havia muita coisa para fazer. Comecei a pesquisar na internet e descobri que estava redondamente enganada, pois temos zilhões de museus à nossa disposição no estado (a maioria com ingressos acessíveis, financeiramente falando). Dei prioridade aos mais próximos e descobri o “The Mark Twain House and Museum” que, além das exposições das obras do autor americano, oferece um tour com guia pela casa em que ele morava, em Hartford mesmo, por $16 (e com estacionamento free, o que foi um grande estímulo HAHA). E valeu CA-DA CENTAVO! O guia é um excelente entendedor de toda a história de vida de Mark Twain (que, na verdade, é um pseudonimo, pois o nome verdadeiro dele é Samuel Langhorne Clemens) e foi capaz de resumir a biografia do escritor sem deixar de lado detalhes muito interessantes, respondendo a todas as nossas perguntas e adicionando senso de humor e emoção à narrativa (tanto que, no fim do tour, todos choraram com o desenrolar da história – inclusive ELE. Fiz questão de parabenizá-lo e agradecê-lo pelo ótimo trabalho). O mundo realmente está CHEIO de boas histórias de bons autores, seja em vida ou obra!

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Um dos livros de Twain, “Adventures of Huckleberry Finn” (1885), ficou conhecido no Brasil como “O Maior Romance Americano”. O escritor chegou a lançar contos humorísticos e diários de viagens (é nóix! haha) – que fizeram muito sucesso, por sinal. Twain foi tão enaltecido pela crítica que chegou a ser considerado o “maior humorista americano de sua época” e “o pai da literatura americana”. O cara teve a vida como escola (assim como o nosso Machado de Assis), pois começou a trabalhar desde os seus 12 anos, quando perdeu o pai. Não foi apenas escritor, claro, foi também pintor ambulante, piloto de barco no rio Mississipi, explorador de ouro e prata, jornalista, conferencista, editor e humorista. Mais para frente, com seus trabalhos de escritor e palestrante freelance, financiou suas próprias (e longas) viagens pelo exterior (Europa, Ásia, África e Austrália… grande parte do mundo) e vendeu mais de um milhão de cópias dos seus livros ao longo de sua vida.

Umas das coisas interessantes que lembro ter ouvido no guided tour foi o fato do escritor ser extremamente apaixonado (e correspondido) pela sua esposa Olivia, a quem garantiu ter se apaixonado à primeira vista. Ele a pediu em casamento milhões de vezes e, embora tenha demorado um pouco até isso acontecer, considerando que ela o via apenas como amigo nos primeiros momentos que estiveram juntos, eles finalmente se casaram. Mark continuou a declarar-se através de infinitas cartas de amor, durante os 34 anos que estiveram unidos em vida. Tiveram três filhas, Susy, Clara e Jean, a quem Twain adorava educar e divertir criando jogos e histórias em capítulos. Uma das suas filhas dizia que ele começava a contar uma história a partir das pinturas da parede e, passando de pintura para pintura, sua imaginação as levava para países e para o meio de figuras humanas que as fascinavam.

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Uma das inúmeras cartas de Mark Twain para sua esposa Olivia. Transcrição: “Hartford, Nov. 27/88; Livy Darling, I am grateful — gratefuler than ever before — that you were born, & that your love is mine & our two lives woven & welded together!” – Tradução: ” Querida Livy, eu sou grato – mais grato do que nunca – que você nasceu, e que o seu amor é meu e nossas duas vidas foram tecidas e soldadas entre si!”.

Toda a família se mudou para Hartford no ano de 1871, onde permaneceram por mais de 17 anos, morando na mansão de três andares e dezenove quartos, feita com tijolos vermelhos, na qual o tour foi realizado (primeira foto do post). Mark Twain dedicou a maior parte da sua vida ao seu trabalho e, principalmente, a sua família – que se desintegrou mais cedo do que esperava, pois perdeu sua esposa e três filhas de formas súbitas entre os anos de 1872 e 1909. Depois de publicar mais de 35 livros, Twain faleceu em 1910. O autor costumava dizer que assim como veio ao mundo com o cometa Halley, iria embora junto com ele. De fato, o Halley passou um dia antes de sua morte. Algumas coincidências são de arrepiar!

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“Eu vim ao mundo com o cometa Halley, em 1835… e espero ir embora junto com ele” – Mark Twain

Saí do museu feliz da vida e morrendo de fome, com vontade de comer COMIDA de verdade, comida brasileira, comida de mamãe (aí já é pedir demais né rs). Joguei o endereço do restauranre brasileiro que temos em Hartford no GPS e o tempo estimado para chegar lá era de 4 minutinhos, então foi lá mesmo que eu fiz a festa! Só de escrever sobre isso dá vontade de voltar lá… que delícia de comida!!! Enquanto eu almoçava, o garçom, simpatia em forma de brasileiro, ficou puxando assunto comigo o tempo todo… sinto falta de gente assim por aqui! O engraçado de falar em português aqui é que vira uma mistura muito louca no meu cérebro… estamos conversando e, se eu não entendo algo, ao invés de falar “o quê?”, me sai um “what?”… ou, na hora de concordar com algo, ao invés de falar “sim”, me sai um “yeah”, e assim eu vou pagando mico… rs

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Restaurante brasileiro “Brazil Grill”, em Hartford

A noite, o Tommy veio me pegar em casa e fomos jogar maaaaaaais beer pong na casa do nosso amigo! Foi bem divertido, tô ficando CRAQUE! HAHA 😛

Tive que trabalhar no domingo, então não foi lá aquelas coisas né… não vou nem comentar!

Comecei essa semana de TPM, meio chateada, com saudade, me sentindo muito só… quase toda noite eu só queria deitar na minha cama, afogar a cabeça do travesseiro e chorar dormir, para ver se eu parava de pensar um pouco no Brasil. Mas aí comecei a lembrar de tudo o que passei para chegar até aqui, de tudo o que vivi e ainda quero viver de novas experiências… e de tudo o que aprendi até agora. Então meu coração começou a dar uma aliviada. Em um dos dias que eu estava mais borocochô, meu amigo Tommy resolve me dar um presentão que ele estava planejando já há algum tempinho… um vídeo com mensagens da minha familia! Avó, tios, primos, irmã… todos falando um pouquinho e mandando beijos! Faltou mensagem de algumas pessoas (pai, irmão, márcio, outros tios), mas mesmo assim o vídeo encheu meu coração de alegria (e meus olhos de lágrimas, of course!). Hoje já estou mais animada, e não só por ser sexta-feira… mas porque amanhã é O DIA! Vou acordar 5h da matina, pegar as minhas amigas em suas respectivas casas e me mandar para Cambridge! Vai ser o terceiro passo do processo de matrícula em Harvard, onde descobriremos em que turma iremos ficar, salas, e alguns outros detalhes. Acho que não vou conseguir dormir esta noite! Minha host mom estudou lá, então ela imprimiu um mapa e me explicou mais ou menos como faço para chegar até o Science Center e tal. Super fofa me ajudando!

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Mapa de Harvard… bem pequenininha, assim como a USP! 😛

Geeente, vou parar por aqui antes que eu passe o resto do dia escrevendo… tô criando coragem para a minha sagrada corrida matinal!

Beijos e até o próximo post!